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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Já que o verão está quase aí...


PROJETO PELE LISA: ADEUS CELULITE

Entenda como surgem os terríveis furinhos e aprenda os cuidados para preveni-los ou eliminá-los



A celulite é um dos piores pesadelos femininos. A pele ondulada, com aspecto de casca de laranja, principalmente nas pernas, no bumbum e no culote, detona o humor de qualquer uma! Mas se você sofre com esse tormento, assim como a maioria das mulheres, fique tranquila! Revelamos aqui as causas do problema e ainda ensinamos todos os passos para preveni-lo ou eliminá-lo.
O raio X da celulite
O tecido gorduroso, localizado abaixo da pele, é composto por células que acumulam a gordura corporal. Porém, diversos fatores, como a predisposição genética, alterações hormonais, sedentarismo, tendência à retenção de líquidos, má circulação e excesso de peso, podem levar ao acúmulo de toxinas nessas células gordurosas, atrapalhando a nutrição e a oxigenação do local. Quando isso acontece, surge a celulite.
Os passos para uma pele lisinha
Sem ter que apelar para tratamentos mais radicais em clínicas de estética, confira abaixo uma lista completa de cuidados que vão ajudar a combater o problema. Mesmo que você seja uma felizarda e ainda esteja livre desse drama, vale a pena seguir as dicas para manter seu corpo distante dos furinhos!
Capriche na hidratação
“Tomar bastante líquido, principalmente água, é essencial para estimular a circulação de nutrientes pelo organismo e promover a eliminação das toxinas”, diz a dermatologista Vanessa Penteado. O ideal é beber no mínimo dois litros de água por dia, além de ingerir água de coco, chás, frutas e sucos naturais.
Evite o excesso de sódio
“Alimentos ricos nesse mineral causam a retenção de líquidos, um dos principais causadores da celulite. Modere no consumo de sal de cozinha, molhos de soja e inglês, embutidos e alguns alimentos em conserva”, orienta a dermatologista.
Aposte na dieta equilibrada
“Evite alimentos ricos em açúcar e gorduras saturadas, que aceleram a multiplicação das células gordurosas”, explica Vanessa. Por outro lado, vale a pena consumir frutas ricas em líquidos, como abacaxi e melancia, assim como verduras, legumes e diuréticos, tipo berinjela e salsão, que ajudam a eliminar as substâncias tóxicas.
Atenção com o refrigerante
A bebida é rica em açúcar, que provoca o aumento das células gordurosas, e contém sódio, que auxilia na retenção de líquidos, causando inchaço e os terríveis furinhos. As versões “zero” ou “diet”, livres de açúcar, são menos prejudiciais. Mas o ideal é optar por bebidas mais saudáveis e nutritivas, como sucos naturais, água e água de coco.
Invista num creme poderoso
Use o novo NIVEA Bye Bye Celulite e Firmador com L-carnitina e coenzima Q10, que atua diretamente nas células de gordura, ajudando a melhorar o aspecto da celulite e a firmeza da pele, além de manter sua elasticidade e ajudar na prevenção da formação de novos nódulos. A partir de duas semanas de uso contínuo, sem necessidade de massagem, já é possível notar os resultados! Quer potencializar o efeito do produto? Aplique-o à noite, com o corpo relaxado. É que no período noturno ocorre a liberação de hormônios que ajudam a melhorar o fluxo sanguíneo e, portanto, aumentam a absorção dos princípios ativos do creme.
Mexa-se!
A prática de atividade física é essencial para combater a celulite, já que melhora a circulação sanguínea e a oxigenação das células, além de fortalecer a musculatura. Uma atividade divertida e eficiente é pular corda. Além de queimar calorias, o exercício trabalha os músculos inferiores e superiores das pernas, enrijecendo-os e tonificando-os. Corrida, natação e musculação também são ótimas opções. Se começar agora, ainda dá tempo de chegar ao verão com o bumbum mais firme e lisinho.
Cuide de seus hormônios
Problemas que mexem nos hormônios femininos, como ovário policístico e hipotireoidismo, podem piorar a celulite. Portanto: mantenha seus exames médicos em dia.
Faça drenagem linfática
Esse tipo de massagem ajuda a eliminar líquidos e toxinas do corpo. Mas, para que tenha efeito, é preciso fazer ao menos uma vez por semana.

Maravilha!


RYUSUKE FUKAHORI E SEUS PEIXES DOURADOS

publicado em artes e ideias por  | 1 comentário
Nas fotos, os peixes de Ryusuke Fukahori são bonitos, mas se você puder ver um de seus aquários ao vivo poderá tomar um susto ou ficar de queixo caído. Perceberá que não são peixes de verdade, mas pinturas fascinantes que ganham vida pelas mãos deste extraordinário artista japonês.
dourado, fukahori, goldfish, hiper-realismo, peixe, pintura, resina
© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
Três períodos foram de grande importância na vida de Fukahori: 1973, quando veio ao mundo, na província japonesa de Aichi; 1995, quando se graduou pela Aichi Prefectual University of Fine Arts and Music; e, finalmente, 2000, quando, ao passar por uma crise sobre sua visão artística, buscou inspiração no que seria a fonte de grande inspiração: o peixinho dourado que possuía há mais de 7 anos. Desde então, tornaram-se inseparáveis na vida e no trabalho. Somando isso à técnica particular de Fukahori, surgiram desta parceria peças incrivelmente naturais e quase reais. Verdadeiras esculturas vivas.
A técnica de Fukahori consiste em pinturas de tinta acrílica sobre camadas de resina transparente. A cada camada, Fukahori pinta os detalhes minuciosos até obter o resultado final de uma ilusão em 3 dimensões hiper-realista. Trabalhando com uma resina de alta qualidade, que resulta numa transparência perfeita, cada camada necessita de 36 a 48 horas para secar, e o trabalho completo, pelo menos uma semana. O artista reúne duas características fortes dos japoneses: talento e paciência.
Sua admiração pelo peixe dourado vem de sua crença na origem similar que este tem com a história do Japão. A história deste peixe com o homem começou há cerca de 1500 anos, no sudeste chinês. Há 500, quando entrou no Japão pelo porto Sakai, de Osaka, começou a ser criado por vendedores de rua - inicialmente comercializado para aristocratas, devido seu preço - mas logo popularizou-se e conquistou toda a população.
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
Ao longo desta história, o peixe dourado desenvolveu uma dependência fisiológica pelo ser humano. Esta dependência pode ser comparada à dos imperadores com seus súditos, que sustentavam um poder místico alimentado pelos indivíduos que os cercavam. Sem este poder, eram logo esquecidos e abandonados. O mesmo ocorre com o peixe dourado. Se solto em uma lagoa natural, ele não será capaz de sobreviver um dia sequer. Pensando nisso, Fukahori pinta as pequenas criaturas para que não desapareçam e continuem a fascinar as pessoas.
Ao lado de sua fonte de inspiração, o artista criou a coleção de esculturas aquáticas “Goldfish Salvation”. As peças foram expostas na ICN Gallery, em Londres.
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
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© Ryusuke Fukahori (foto de Dominic Alves).
mauricioboni
mauricio de boni volta e meia é encontrado em livrarias admirando títulos e capas, e, esporadicamente, na cozinha criando coragem ao assumir experiências cada vez mais complexas (o mesmo ocorre com a escrita).


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/02/ryusuke_fukahori_e_seus_peixes_dourados.html#ixzz29YnxRUdF

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Uma ótima notícia


O kit do Dani Edson "Como Ganhar Dinheiro On-line" foi recorde de vendas em setembro. Acesse o artigo utilizando o link abaixo:


http://www.kitganhedinheiro.net/b/?a=kit-ganhe-dinheiro-on-line-recorde-de-vendas-em-setembro-de-2012/&i=15672

Ninguém Venha me Dar Vida


Ninguém me Venha Dar Vida

Ninguém me venha dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferida,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser
e não me quero encontrar,
que estou dentro de um navio
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.

Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.

Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis a quem não quis.

Cecília Meireles, in 'Poemas (1947)'

Dama de Copas

                                                      


A Majestade dos Tronos da Água. A Rainha entre as figuras da 
corte preside a matéria aquosa. Por ser deCopas, Cálices, 
Taças, é duplamente água. Elemento no elemento.
 Líquido e recipiente. Água da Água. Não há nada de
masculino nessa figura - estrogênio
 puro, arquétipo visceral do feminino. 
Nenhuma mulher de carne e osso 
pode ser completamente de Copas, a não ser quando, 
eventualmente, atinge o estado medial. 
Falamos de um arquétipo e do encontro dessa força
 primeva com mulheres de carne e osso.

Sim, a Rainha de Ouros também é duplamente 
feminina, Terra e Água, mas aí é outra história.
 O elemento Terra lhe torna "corpórea", tangível. A Mãe de Ouros
 relaciona-se com A Imperatriz, Terra.

A Rainha Copas, heroína e mote deste artigo, é uma emanação da Alta Sacerdotisa, 
arcano II.

Pura água, reflexo e transparência. 
Ei-la:

















A Dama das Águas é fluidez e dissolução, líquido amniótico, 
origem do mundo. Paralela ao horizonte espraia-se na superfície. 
Assim como o planeta, formado de 80% de água. Como o corpo humano. 
Mas a Rainha de Copas é 100% água. Especificamente nesse caso,
 20% fazem toda a diferença.

A Majestade das Águas mata a Terra por dissolução,
 o Fogo por extinção e o Ar por dilúvio.
 O poder da água é inquestionável e avassalador. 
Assim também sabemos como ela pode morrer.

A Água rege o sono profundo, as memórias, o inconsciente. 
É o repouso. Horizontalizamo-nos 
quando dormimos. Voltamos ao estado aquático, às praias nativas, 
areia nos olhos. 
Unimo-nos a nós mesmos. Quando as nossas águas internas 
se acalmam namoramos com o
 Sonho. É onde e quando o Tempo, deus radical e de 
pouca conversa, subvertido pelo
 mergulho noturno de uma gota humana nos deixa em 
relativa, momentânea paz.

Característica da Água: o amálgama, o mimetismo. 
Então, a nossa Rainha nunca pode
 mostrar-se exatamente como é. É o caso de Melusina, 
a mulher serpente. 
Ou de Mélisande, alter ego do Cavaleiro Verde no ciclo arturiano.
 Pura Anima. 
Emanação. Signo do engolimento, da expulsão, da corredeira simbólica.

Águas da foz, nascentes e doces (signo de Caranguejo), 
Águas paradas e pantanosas
 (signo de Escorpião), Águas do mar (signo de Peixes). 
Três estágios do comportamento, 
cardinal, fixo e mutável. E assim se mexe a Majestade, 
dependendo dos humores. 
E tendo regência lunar... 
A Lua muda. Existe água na Lua. A Rainha muda.
 A Menina (lua nova), A Sereia (lua crescente),
 A Mãe (lua cheia), A Bruxa (lua minguante). 
Em sua doçura mora o sal e todos os perigos 
do mar. A força das marés. O oceano profundo.

Menina, porque é Boba. Bobíssima. Na Rainha de Copas
 vive uma eterna princesinha. Ela dança. Menina, 
porque é pura. Tem um trato inicial com a inocência. 
É a mulher-menina, a mulher-Estrela, cantada em verso 
e prosa por André Breton e Benjamim Péret,
 a musa eterna do Amor Sublime. Psiquê. 


Espera um príncipe encantado. 
E ativa o romântico-apaixonado em cada homem. 
É com ela que ele quer se casar, a princesa de seus 
sonhos secretos. Mulher Anima. De novo, o espelho.
 Ela não existe. Ela é Ele. Ele é Ela:
 "Conta a lenda que dormia/ Uma princesa encantada/ 
A quem só despertaria/ Um infante, que viria/ 
De além do muro da estrada (...) 
Assim nos conta Fernando Pessoa, ele mesmo, no seu 
poema Eros e Psiquê. Até que o príncipe vê que ele
 mesmo era a princesa que dormia. 



Beatriz de Dante, Charlotte de Werther. Laura de Petrarca.

Mas também é a Sereia que encanta, a sedução encarnada no seu
 canto transparente. Pura Música. Remanso de sereias, os mais belos
 monstros marinhos. Então, também é A Morte, a escuridão e o silêncio profundo. 
Os ossos nos navios, tesouro de piratas marcados com uma caveira. 
Ao contrário da princesa, que completa, a sereia sempre deixa 
um espaço em branco, um espaço a ser preenchido, uma indefinição.
 Troca os sinais, confunde, desloca os sentidos. Fisga. 
Ela é quem transforma o outro em peixe. Incompleta traz a incompletude.

Como antes da Vida conhece a Morte e porque pode transmutá-la é A Mãe. 
Ás de Copas, fonte primeva.  
Dos seus seios jorra o primeiro alimento, leite sagrado.
 Sem ela a Terra é estéril, de nada serve. 

É a Raiz dos Poderes da Água, princípio universal do Amor. 
É o balanço das águas que nina desde o ventre. 
São os braços que acolhem e a maciez do colo. A mais pura tradução da Ternura. 



É a Raiz dos Poderes da Água, princípio universal do Amor.
 É o balanço das águas que nina desde o ventre. 
São os braços que acolhem e a maciez do colo. 
A mais pura tradução da Ternura. 



E é Bruxa porque mexe com o destino.
 Conhece os segredos do passado e do futuro através dos véus,
 raios de sol com poeira purpurínea. Não, sua arma não é fogo que bruxuleia
 nem o vento que arrebenta nem a faca que corta nem a terra que acolhe.
 É a água que reflete. Espelho d'água.

Em toda mulher de Copas há um espelho. 
Há alguém mais bela do que eu? A magia que devolve ao 
emissor os seus próprios desejos. Mas não! Não a confunda
 com a Madrasta Malvada. Estou falando do ponto de vista 
do espelho. A postura dela nunca é longilínea, verticalizada 
e intencionalmente marcada como a personagem de Espadas. 

Copas é o reflexo. Por isso espadas e em geral, os signos do ar, a detestam. 
Mulheres regidas pela aridez do pensamento incomodam-se sobremaneira 
com a beleza desavisada de Copas. 

Mas a nossa Rainha é capaz de iludir o sentido 
da visão. Pode ser uma velha de verruga no 
nariz, pode ser Lorelei na areia, de pequenos
 ou grandes seios. Não se engane. 
Embora seja impossível que ela não o engane
 porque o engano é da sua natureza.
 Não o engano articulado das ar, nem o engano 
vaidoso dos fogo, nem o engano previsível do
 ouro. Mas ao poder que o feminino estende ontologicamente, visceralmente,
 a todas as mulheres.


É dissoluta porque dispersa e dissipa tudo que 
encontra. Não pára em si. Embora
 (convenhamos) aceite contornos por onde quer
 se esgueire. No entanto, ninguém molda a água.
 Apenas a contém por um tempo. Enquanto há 
tijolos, diques, garrafas, ela é fiel. Mas se esses
 lhe apertam, ela os explode. Também não 
a gelem porque com sua força iceberguiana 
não se brinca. É quando ela escorre em
 avalanche e derruba o mundo com sua 
grande bola de gelo e neve. E se afrouxam e dela se esquecem 
a Rainha das Águas escapole 
por meandros, buracos invisíveis e desaparece levando sua graça
 para outra realidade, 
água solúvel em água. Ela está sempre em si. Por isso, 
quase não existe. Paradoxalmente,
 toma o todo terreno, absoluta. Reina sobre as modificações, 
plena de modificações.
 Adquire cores, mas permanece em essência a mesma.

A mulher que tem na sua base a vibração essencial da Rainha de Copas
 precisa, para que possa
 se mostrar ao mundo, do vestido de Outra: algumas vibram em Espadas, 
usando a inteligência 
cortante do ar; outras em Paus com a beleza e o brilho do fogo; 
outras em Ouros, protegendo e 
alimentando com os frutos da terra. A Majestade do Trono das Águas 
é a única que não
 pode mostrar-se em uma situação mundana exatamente como ela é. Enfim...

Emoções e sentimentos, eis sua praia. Ela sente e
 sente muito. Enquanto sente é vítima de si 
mesma. Quando deixa de sentir já era, 
sinto muito. Você também vai chorar enquanto
 ela sofre, lamenta-se, vira berro d'água, 
água da água da água e toma afluentes. 
Afoga-se na tristeza. 
Para defender sua integridade sabe 
(ou pode saber) como alternar o leito por onde 
corre. E nunca passa pelo mesmo lugar. 
Talvez depois de muitos anos, depois de séculos,
 depois de Eras. Ela nunca deixará de ser o 
que era. 

Nota-se também pela ausência. O supra-sumo da 
chantagem emocional. Líquida, liquida 
com tudo. É como se o mar de repente sumisse, desaparecesse.

Trágica, grandiosidade de Diva tem a
 nossa garota delicada. É Ophelia morta entre 
as flores e óperas. Lágrimas. Vítima de sua extrema delicadeza. 
Vitima de sua sinceridade
 desavisada. Lágrimas. Vítima da integridade ofertada aos 
transtornos masculinos. 
Lágrimas. Ela não compreende, só sente. Ama em estado 
puro, mas não no mundo 
ordinário porque, o Amor, aqui na Terra, requer inteligência adequada. 
E lhe falta o jogo de cintura mercuriano, o fogo que lhe transforme a 
tepidez em lava, a antropologia visceral das 
necessidades básicas, o instinto animal norteador. Guria inadequada.
É como é bela, beleza de aquarela emergindo das águas. 
Seu rosto é suave, seus olhos são transparentes seja lá a
 cor que adquiram, de maresia a maremoto. Depende do
 tempo. A moça muda. A moça é um arco-íris submarino, 
colorida pelas algas dos abismos absolutos. Sua beleza é 
excessiva. Como diz o imortal André Breton, a beleza será 
convulsiva ou não será. Esse é o caso.


Sendo a dona da poesia, Dea Musa, digamos que a mulher 
de Copas precise urgentemente e sempre de máscaras
 para se proteger. Máscaras que desgrudadas do seu rosto
 sejam-lhe professoras e tornem-se maneiras de 
entendimento futuro. Que nunca lhe nublem a essência 
e sim lhe mostrem as articulações precisas para que 
ela burle a sua extremada sensibilidade.  Para que possa
 se relacionar sem tanto e angustiado sofrimento. 
Para que não seque, para que não se envenene.


A dor e a depressão são tendências inatas dessa Rainha. 
Seu reino é a água tépida que para interagir precisa de terra,
 de fogo, de ar. Ela é Yin, totalmente yin. 
Para lidar com a dor precisa de apoio até que compreenda
 o que está ao alcance de suas mãos líquidas. E para que se proteja de si mesma. 
Não existe lugar neste mundo para uma mulher Água-Água.
 Ela é puro Cinema, Literatura, Mito.



Sua representação na Arte mostra de
 duas, uma: ou é a ninfa que emerge
 ou a mulher que mergulha para 
sempre. No primeiro caso está a
 lenda da Selkie, mulher-foca que,
 mostrando-se quase sem querer em
 sua face humana faz um coração
 masculino apaixonado. Ele rouba-lhe
 a pele e a toma como mulher. 
Ela lhe dá filhos, mas seu olhar não 
disfarça a saudade do mar. 
Um dia retoma sua pele de foca e 
volta para suas águas matriciais. 
Não pode ser feliz fora do seu 
elemento. 

A história que conto está no filme 
The Secret of Roan Inish e também é 
abordada com maestria por 
Clarissa Pinkola Estés em
 Mulheres que correm com os lobos. 
 Ainda no cinema, a visão mitopoética de M. Night Shyamalan,
 (em Lady in water) nos
lega Story, uma ninfa da água que aparece numa piscina de um condomínio. 
Perseguida por inimigos que não querem que ela volte para seu mundo 
recebe ajuda humana. 
Aí está a inadequação da Rainha de Copas. Ela não é do nosso mundo.
 A não ser quando percebemos que no nosso mundo também moram a 
fantasia, a 
imaginação e a poesia. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Abóboras Incríveis


HALLOWEEN E A ARTE DE ESCULPIR EM ABÓBORAS

em escultura por  em 12 de out de 2012 às 21:22
Ray Villafane elevou para um patamar superior a arte de transformar abóboras em peças decorativas. Desde as simples Jack-o-lantern até às espantosas esculturas criadas por Ray Villafane, a abóbora é um elemento central das festividades do Halloween. Um pequeno aperitivo para o Halloween que se aproxima.
O Halloween é uma tradição muito comum nos países anglo saxónicos, com especial incidência nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Irlanda. É celebrada na passagem da noite de 31 de Outubro para o primeiro dia de Novembro. No mundo globalizado de hoje em dia, o Halloween acaba por ser um evento à escala mundial.
Têm as suas origens em antigas festividades Celtas embora seja difícil apurar a sua verdadeira origem. Foi levado para os Estados Unidos por emigrantes Irlandeses.
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Por todas as ruas escutamos “trick or treat” (doce ou travessura), esta é a famosa frase usada pelas crianças que na noite de 31 de Outubro saem mascaradas para a rua, e pedem doces sob a “ameaça” de fazerem uma travessura caso o seu pedido não seja atendido. Um dos elementos mais reconhecíveis do Halloween é o Jack-o-lantern, uma lanterna feita com uma abóbora recortada de maneira a que fique assustadora.
Em alguns bairros americanos a competição saudável, faz com que as casas sejam decoradas com o máximo de afinco, ficando autênticas casas de horror, tal qual existem nos parques temáticos.
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O artista norte-americano Ray Villafane deixou de fazer simples Jack-o-lanterns e usando as abóboras começou a criar autenticas obras de arte, esculturas super realistas 3D. Villafane elevou o uso da abóbora como matéria-prima para um nível superior.
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Sendo um apaixonado pela escultura, desde sempre foi incentivado pela sua mãe a seguir essa paixão. Ray formou-se na Escola de Artes Visuais de Nova Iorque e durante alguns anos deus aulas a crianças. Encontrou a escultura com abóbora enquanto preparava um trabalho com os seus alunos, e foi uma paixão “à primeira abóbora”.
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Ray começou a dividir o seu tempo entre as aulas que dava às crianças, e a modelação de super-heróis para algumas das mais reconhecidas empresas do ramo. Em 2006 após ter realizado um trabalho para a divisão de coleccionáveis da DC Comics, a DC Direct, Ray conseguiu um contrato de dois anos em regime exclusividade com a DC, sendo renovado em 2008 por mais dois anos. No final destes quatro anos já tinha ganho clientes notáveis como Warner Bros. / DC Comics, Marvel, McFarlane Toys, Hasbro e Sideshow Collectibles.
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A paixão pelas abóboras era simplesmente um passatempo que durava apenas na época das abóboras. Em 2007 foi contactado pela Entertainment High Noon, sendo convidado para participar no Food Network’s Challenge Show - Outrageous Pumpkins. Ray foi um dos 4 finalistas e impressionou suficientemente os juízes, e em apenas três rondas sagrou-se vencedor. O desafio final registou a maior audiência do programa até à data.
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Ray foi convidado novamente no ano seguinte para defender o seu título, vencendo em 2008 e 2010. Esta exposição do trabalho de Ray, assim como o seu talento e criatividade granjearam-lhe e à escultura com abóbora, uma notoriedade que vai para além do tradicional Jack-o-lantern.
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Hoje em dia as abóboras de Ray são alvo de um culto no mundo inteiro, e as suas criações para o Halloween têm pelo menos 2 anos de lista de espera. Restaurantes, artistas de cinema e da música, assim como edifícios públicos, solicitam-lhe com antecedência obras para estarem expostas durante o Halloween. Dentro da escultura Ray é o que se chama de um homem multifacetado, esculpindo em vários materiais.
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vasconeves
Artigo da autoria de Vasco Neves.
Sento-me em frente ao mar, e a ele digo-lhe tudo aquilo que a ti não consigo....