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quinta-feira, 13 de junho de 2013

"O Mito da Caverna" de Platão


Este mito é revelador da nossa ignorância, que se reflete na sociedade que criamos. Platão fez uma analogia incrível. Vale a pena ler.




alegoria da caverna, também conhecido como parábola da cavernamito da caverna ou prisioneiros da caverna, foi escrito pelo filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada A República no Livro VII. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade, onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.


Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.
Imagine que um dos prisioneiros consiga se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.
Caso ele decida voltar à caverna para revelar aos seus antigos companheiros a situação extremamente enganosa em que se encontram, correrá, segundo Platão, sérios riscos - desde o simples ser ignorado até, caso consigam, ser agarrado e morto por eles, que o tomarão por louco e inventor de mentiras.
Platão não buscava as verdadeiras essências na simples Physis, como buscavam Demócrito e seus seguidores. Sob a influência de Sócrates, ele buscava a essência das coisas para além do mundo sensível. E o personagem da caverna, que por acaso se liberte, como Sócrates correria o risco de ser morto por expressar seu pensamento e querer mostrar um mundo totalmente diferente. Transpondo para a nossa realidade, é como se você acreditasse, desde que nasceu, que o mundo é de determinado modo, e então vem alguém e diz que quase tudo aquilo é falso, é parcial, e tenta te mostrar novos conceitos, totalmente diferentes. Foi justamente por razões como essa que Sócrates foi morto pelos cidadãos de Atenas, inspirando Platão à escrita da Alegoria da Caverna pela qual Platão nos convida a imaginar que as coisas se passassem, na existência humana, comparavelmente à situação da caverna: ilusoriamente, com os homens acorrentados a falsas crenças, preconceitos, idéias enganosas e, por isso tudo, inertes em suas poucas possibilidades.
A partir da leitura do Mito da Caverna, é possível fazer uma reflexão extremamente proveitosa e resgatar valores de extrema importância para a Filosofia. Além disso, ajuda na formulação do senso crítico e é um ótimo exercício de interpretação de texto.

O mito da caverna é uma metáfora da condição humana perante o mundo, no que diz respeito à importância do conhecimento filosófico e à educação como forma de superação da ignorância,isto é, a passagem gradativa do senso comum enquanto visão de mundo e explicação da realidade para o conhecimento filosófico, que é racional, sistemático e organizado, que busca as respostas não no acaso, mas na causalidade.
Segundo a metáfora de Platão, o processo para a obtenção da consciência, isto é, do conhecimento abrange dois domínios: o domínio das coisas sensíveis (eikasia e pístis) e o domínio das idéias (diánoia e nóesis). Para o filósofo, a realidade está no mundo das idéias - um mundo real e verdadeiro - e a maioria da humanidade vive na condição da ignorância, no mundo das coisas sensíveis - este mundo -, no grau da apreensão de imagens (eikasia), as quais são mutáveis, não são perfeitas como as coisas no mundo das ideias e, por isso, não são objetos suficientemente bons para gerar conhecimento perfeito.

terça-feira, 11 de junho de 2013

O Olho da Providência




Olho da Providência



O Olho da Providência é um símbolo exibindo um olho cercado por raios de luz ou em glória, muitas vezes dentro ou em cima de um triângulo ou de uma pirâmide. Costuma ser interpretado como a representação do olho de Deus observando a humanidade, mas não necessariamente significa que pertença a Ele. É bastante usado na simbologia da maçonaria. Está presente no verso do Grande Selo dos Estados Unidos.


O olho de , a principal divindade dos egípcios, também chamado de Olho de Hórus

Alquimia em entalhe de madeira, mostrando o Olho que Tudo Vê de Deus flutuando no céu.

A versão Cristã do Olho da Providência, ênfase no triângulo representando aTrindade.


  O Olho que Tudo Vê aparece na torre daCatedral de Aachen.

  Uma versão do olho, em St. Petersburg,

Na sua forma atual, o símbolo apareceu primeiro durante o século XVII e XVIII, porém, muitos artigos e pessoas confundem o "Olho que Tudo Vê" com as representações da Mitologia Egípcia, no Olho de Hórus. Em descrições do século XVII, o "Olho da Providência" algumas vezes aparece rodeado de nuvens. A adição posterior de um triângulo, normalmente, é visto como uma referência mais explícita da Trindade de Deus, no Cristianismo.


    O Olho da Providência na nota de um dólar                 

Em 1782, o Olho da Providência foi adotado como parte do simbolismo no verso do Grande selo dos Estados Unidos da América.O Olho foi introduzido pelo comitê original do projeto em 1776, e foi desenvolvido de acordo com as sugestões do consultor artístico Pierre Eugene du Simitiere. Um dos principais motivos é sua larga adoção pela Maçonaria e, sendo maçons os legisladores estadunidenses foi o seu uso difundido.
No selo, o Olho é cercado pelas palavras Annuit cœptis, querendo dizer "Ele [o Olho da Providência] é favorável aos nossos empreendimentos" (tradução livre). O Olho está posicionado acima de uma pirâmide inacabada com treze passos, representando a origem dos treze estados e o crescimento futuro do país. A combinação sugerida seria a de que o Olho, favorece a prosperidade dos Estados Unidos.
O Grande Selo é usado para endossar documentos oficiais de Estados Unidos. Como tal, é reproduzido, junto com o Olho da Providência, nas costas de cada nota de 1 dólar.

O Olho que Tudo Vê também aparece como parte da iconografia da Maçonaria. O Olho que Tudo Vê é então um lembrete para os Maçons de que sempre são observados pelo Grande Arquiteto do Universo. Tipicamente o Olho Maçônico da Providência tem um semi-círculo de luz sob o olho — frequentemente com os raios incidindo para baixo. Às vezes, um triângulo é incluído ao Olho, mas isto é visto como uma referência à preferência do Maçom para o número três em numerologia. Outras variações do símbolo também podem ser achadas, com o olho sendo substituído pelas letras ‘G’, representando o Grande Arquiteto.
A primeira referência Maçônica oficial ao Olho está em O Monitoramento Maçônico por Thomas Smith Webb em 1797, alguns anos depois que o Grande Selo foi projetado. O uso Maçônico do Olho em geral não incorpora uma pirâmide, embora o triângulo seja incluído freqüentemente é interpretado como sendo parte.

Dos dezesseis signatários da Constituição norteamericana, somente nove Benjamin Franklin, William Ellery,John Hancock, Joseph Hewes, William Hooper, Robert Treat Paine, Richard Stockton, George Walton e William Whipple eram maçons. O jornal do website Escocês The Scottish Rite Journal cita Henry A. Wallace como segue, dizendo que após ter visto o quadro do Grande Selo, levou-o ao Presidente Roosevelt, que olhou a reprodução colorida do Selo, e o primeiro detalhe a lhe chamar a atenção foi a representação do Olho que Tudo Vê — uma representação Maçônica do Grande Arquiteto do Universo. A seguir, ficou impressionado com a idéia que a fundação para a nova ordem havia sido inscrita como 1776, mas seria completada somente sob o olho do Grande Arquiteto. Roosevelt, era maçom do 32.º grau. E sugeriu então que o Selo fosse posto na nota de dólar.  A universidade do Estado de Iowa tem uma coleção de fotografias um dólar com as palavras “Um Símbolo do Novo Negócio. Henry A. Wallace”. 
Uma nova seita religiosa no Vietnam chamada Cao Dai, bem como outros tipos de seitas, usam o Olho (especificamente, o olho esquerdo) dentro de um triângulo para representar Deus.

Várias organizações Norte Americanas também incorporam o Olho da Providência em seus logos, apesar de seu uso já estar associado ao Grande Selo.

Em O Senhor dos Anéis, Sauron é descrito como tendo um Olho que Tudo Vê. Na trilogia de J. R. R. Tolkien, Sauron é fisicamente manifestado como um olho.
Em Fullmetal Alchemist Brotherhood, no episódio 60, O portão da Verdade do Mundo aberto pelo "Pai" é o Olho da Providência que se abre no céu através de um eclipse, que representa a existência perfeita, ou seja, Deus.
No Brasil, o olho dentro de um triângulo é também um selo de marketing muito antigo e de propriedade das extintas Industrias de Fósforos Fiat LUX.
O olho dentro ou na ponta de um triângulo quer dizer alinhamento (mira) e tem origem em assuntos ligados a navegação astronômica.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

A energia vital ou 'kundalini'

Nas práticas esotéricas ocidentais existe um aparente hiato de conhecimento com relação ao papel das práticas esotéricas e seus efeitos nos corpos sutis e não tão sutis dos praticantes. No oriente, todas as práticas, quer sejam designadas como tais ou não, são voltadas para despertar a energia semi-dormente que reside em toda a criação, e nos ‘seres vivos’ em particular. Esta energia é conhecida como “kundalini,” “Fogo Serpentino,” e o “Dragão” dependendo da tradição. Cuidado considerável tem sido tomado, apesar das contradições entre sistemas, para mapear os efeitos dos exercícios nesta energia latente, e saber como ela ‘flui’ pelos corpos físico, emocional e psíquico, em que estágios, e em relação com que exercícios.

A função da energia vital é de manter a vida das formas físicas e da existência. Ela é totalmente instintiva e inconsciente, e é muito influenciada por ciclos cósmicos, pulsações astrológicas e outros fenômenos naturais. A função do Fogo Secreto é de aumentar na humanidade, o único lugar em que ele está presente, seu senso de “eu”. No nível mais baixo de funcionamento, esse é o ego, no seu mais alto, é a Divindade encarnada, pois ambos são os dois lados da mesma moeda. Um é o ‘eu’ (self) em relação ao mundo físico e os outros, o outro é o ‘eu’ em relacionamento com toda a Criação e como um co-criador.

Na vasta maioria da humanidade, este Fogo Secreto, a energia libertadora da auto-consciência, encontra-se dormente, dormindo na base da espinha, enrolado como uma serpente. Somente uma pequena parte escapa, alcançando um nível sephirótico, também chamado chakra, criando desta forma um local de consciência para cada pessoa. Se ele alcança o topo do crânio, e mais além, pode ocorrer um despertar espiritual, possibilitando uma descida e nova ascensão da energia, durante a qual os centros psíquicos podem ser despertados permitindo a manifestação de poderes psíquicos e fenômenos correlatos.

"tomado emprestado" de um post do Frater Mercurio no Facebook.

domingo, 9 de junho de 2013

O Estatuto do Nascituro

 Assunto dos mais interessantes. Eu nem sabia que esta matéria estava em discussão (e olha que sou advogada)...
Estatuto do Nascituro e o terror
Publicado em: 06/06/2013 13:49:00
O Estatuto do Nascituro e o terror

08/05/2013 - Debora Diniz via Correio Braziliense

Nascituro é um não nascido. A palavra parece ser um nó filosófico — como alguém pode reclamar ser uma negação existencial? Essa é a confusão ética em curso no Congresso Nacional com a proposta do Estatuto do Nascituro. Se aprovada, haverá mudança constitucional — o nascituro, hoje termo reservado aos dicionários e aos códigos jurídicos do século passado, será figura permanente entre nós. Os que defendem e os que se espantam com o Estatuto do Nascituro estão de acordo em um ponto: a discussão não se resume à controvérsia sobre como nominar células humanas fecundadas. É mais do que isso. A disputa é sobre dar ou não o estatuto de pessoa a células humanas.

Os defensores do Estatuto do Nascituro sustentam ser já pessoa humana um punhado de células recém-fecundadas. Por isso, insistem em descrevê-las como um “ser humano”. Importa saber se humano é descritor das células ou qualificador para direitos e obrigações. Como descritor, não há disputa: células produzidas por órgãos humanos são células humanas. Mas nem por isso um óvulo seria descrito como um “ser humano”. Mas, para os que entendem o nascituro como pessoa, as células recém-fecundadas são mais do que produtos do corpo humano: seriam personalidades jurídicas com direito a reclamar direitos e proteções ao Estado.

Nos meus termos e no de grande parte dos cientistas sérios, o nascituro é um conjunto de células com potencialidade de desenvolver um ser humano, se houver o nascimento com vida. Mas estamos falando de células humanas e de potencialidades. E é sobre as potencialidades que o Estatuto propõe direitos e obrigações absolutas ao Estado brasileiro. Algumas delas são superiores aos direitos das mulheres — uma menina que tenha sido violentada sexualmente por um estranho será obrigada pelo Estado a manter-se grávida, mesmo que com riscos irreparáveis à saúde física e psíquica. Os direitos e as proteções devidos à infância pelo Estatuto da Criança e do Adolescente serão esquecidos pela prioridade do nascituro à ordem social. Se um acaso impuser um risco grave à saúde com a gestação, a menina deverá morrer para fazer viver um nascituro fruto da violência.

O nascituro demandará ainda mais obrigações do Estado brasileiro. Uma delas tocará nos cofres e representará conquista que nenhum outro grupo vulnerável de carne e osso já conquistou no Brasil: nascituro que tenha sido gerado por estupro terá direito a políticas sociais prioritárias, entre elas serviços de saúde e de assistência social. Trata-se de focalização das políticas sociais como nunca antes desenhada pelas reformas da seguridade social — o nascituro terá “prioridade absoluta”, propõe o Estatuto. Em meio à riqueza criativa do documento para instituir benefícios, está a bolsa-estupro — nascituro que venha a nascer com vida terá direito a bolsa de assistência social de um salário mínimo até os 18 anos. A menina violentada, caso tenha sobrevivido ao parto, nem sequer é mencionada pelo Estatuto.

Há vários equívocos na proposta do Estatuto do Nascituro. A primeira delas é esquecer os vivos em detrimento de fantasias filosóficas. O nascituro é criação religiosa para dar personalidade jurídica às convicções morais de homens que acreditam controlar a reprodução das mulheres pela lei penal. São as mulheres — mães, esposas, irmãs e filhas — desses mesmos deputados religiosos ou não as que abortam e buscam assistência médica nos hospitais públicos e privados. Elas são mulheres comuns que temem a lei penal, mas sentem o pânico de um estupro como mais forte que a ameaça do inferno. O Estatuto do Nascituro é mais um ato de terror, só que agora do Estado contra elas. Além de ter sido vítima do violentador, a menina se descreverá como mulher violentada pelo Estado, que reconhece os direitos de um espectro de pessoa como superiores à própria existência.

DEBORA DINIZ - Antropóloga, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero

Calma, a sopa nunca é comida tão quente quanto é servida...

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dinheiro



Vem por oferta...
Vem por dízimo...
Vem por doação...
Vem por gentileza...
Vem por trabalho...
Vem por estudo...
Dinheiro...
Bendito dinheiro...
Uns o possuem...
Outros ganham de herança e o perdem...
Uns ganham no jogo...
Outros o perdem nos vícios...
Alguns constroem impérios...
Outros constroem fama e nome...
Dinheiro...
Uns o admiram...
Outros o escravizam...
Alguns têm vontade...
Outros ganância...
Dinheiro
Bendito dinheiro...
Uns vendem seus corpos...
Outros estragam seus corpos...
Dinheiro
É assim, papel, moeda, ouro...
Compram-se absurdos...
Conotação extrema em uma sociedade capitalista...
Dinheiro...
Sem uma boa veste, nada você vale...
Dinheiro...
Sem um bom tênis, você nada encanta uma jovem...
Dinheiro...
Sem um lindo vestido, você nada encanta um homem...
Dinheiro...
A volúpia de um mundo inteiro....
O despertar envolto de marketing, negócios, e outras atividades...
Com o dinheiro...
Você é herói...
Sem dinheiro...
Você é o vilão...
Afogado na trama da vida...
Dinheiro...
Compras, luxos, poder...
Avareza, destreza, fama e suor...
Distração, bem aventurança e celebridade...
Dinheiro...
Vivo para saciar esse mundo de ignorantes...
O tempo inteiro se baseia em dinheiro...
Uns matam por conta dele...
Roubam por conta dele...
Sujam por conta dele...
Mentem por conta dele...
Revistas de nudez por conta dele...
É...
Precisamos refletir e colocar em uma balança...
Tamanha insistência e garra por conta de dinheiro...
No final do jogo, oque resta?
Não resta nada, não leva nada, não se tem nada...
E mundo prossegue rumo ao dinheiro...
Seu corpo não é infinito...
Seu diploma muito menos...
Seus pais pior ainda...
Seu poder piorou mais ainda...
Quando a gente assusta,
Nos deitamos em uma cama, uma espécie de gaveta...
Frios e duros... Sem ar e sem pressão...
Como que aqueles que eram quentes por tal dormiram...
E agora?!
Acabam-se os negócios...
Vão se embora os projetos...
A ambição...
Um dia se verá frio... Não de alma... Pois há aqueles que vão com calma...
Digo seu corpo...
Será frio e duro...
O que você levou?!
Será que foi o seu dinheiro?!?

By Meus sentimentos reais Juliano Célio dos Santos.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Por qué los bebés de Finlandia duermen en cajas de cartón


Um exemplo a ser seguido...



Bebé durmiendo en una caja
Durante 75 años, las mujeres embarazadas en Finlandia han recibido cajas de cartón del Estado. Es como un paquete inicial con ropa, sábanas y juguetes que a su vez puede ser usado como camita. Muchos argumentan que esta política ha ayudado a que al país nórdico sea una de las naciones con menor tasa de mortalidad infantil en el mundo.
Se trata de una tradición que data de la década de los años 30 y busca dar a todos los niños finlandeses, sin importar su condición social, un comienzo de vida equitativo.
El paquete de maternidad, un regalo del gobierno, está disponible para todas las que esperan un bebé.
Contiene monitos, sacos de dormir, ropa para el aire libre, productos para el baño, así como pañales y un colchón pequeño.
Con el colchón en el fondo, la caja se convierte en la primera cama del bebé. Muchos niños tienen su primera siesta dentro la seguridad que brindan las paredes de cartón.
Las madres pueden escoger entre tomar la caja o recibir efectivo (unos US$214), pero el 95% opta por la caja, pues su valor es mucho mayor.
Esta tradición nació en 1938. Al principio era sólo para familias de bajos recursos, algo que cambió en 1949.
"No sólo fue ofrecido a todas las futuras madres, sino que la nueva legislación también significó que, para obtener la caja, tenían que visitar a un médico y una clínica pública prenatal antes de los cuatro meses de embarazo", cuenta Heidi Liesivesi, quien trabaja en Kela, la institución de seguridad social finlandesa.
La caja les daba a las madres lo que necesitaban para cuidar a sus bebés, pero también ayudaba a guiar a las mujeres hacia los brazos de los profesionales de la salud del Estado de bienestar naciente de Finlandia.

Cambio brusco

Recién nacido durmiendo
En Finlandia, el índice de mortalidad por nacimientos ha bajado de más de 70 por cada 1.000 bebés a menos de cinco.
En los años 30, el país nórdico era muy pobre y la mortalidad infantil era alta, con 65 muertes por cada 1.000 nacimientos. Pero estos datos mejoraron rápidamente en las décadas siguientes.
Mika Gissler, un profesor del Instituto Nacional de la Salud y Bienestar en Helsinki, ofrece varias razones para esto: a la caja de maternidad y los cuidados prenatales para todas las mujeres en los años 40 les siguieron, en los 60, un sistema de seguridad social nacional y una red de hospitales centralizada.
Con 75 años, la caja está ahora institucionalizada en Finlandia como la transición hacia la maternidad, algo que une a varias generaciones de mujeres.
Reija Klemetti, de 49 años, vive en Helsinki. Recuerda ir a la oficina de correos y recoger la caja de uno de sus seis hijos.
"Era emocionante recibirla y que de alguna forma fuera la primera promesa de bebé. Mi mamá, mis amigos y mis familiares estaban ilusionados con ver qué tipo de cosas recibiría y qué colores habían escogido para ese año".
Su suegra, de 78 años, contó en gran medida con la caja cuando tuvo al primero de sus cuatro hijos en los años 60. En ese punto, tenía poca idea de lo que podía necesitar.

La caja de hoy en día


  • Colchón, funda de colchón, edredón, manta, saco de dormir / edredón para dormir
  • La misma caja funciona como una cuna
  • Traje para la nieve, gorro, guantes y botas aislantes
  • Traje ligero encapuchado y monos de punto
  • Calcetines y manoplas y sombrero y pasamontañas de punto
  • Monos y ropita en diferentes colores y estampados unisex
  • Toalla de baño con capucha, tijeras de uñas, cepillo de pelo, cepillo de dientes, termómetro de baño, crema de pañales, estropajo para el baño
  • Pañal de tela y trapos para limpiar a los bebés
  • Libro de imágenes y juguetes para la dentición
  • Parches para los pechos, condones
Más recientemente, la hija de Klemetti, Solja, compartió con 23 años la emoción que su madre sintió una vez, cuando se hizo poseedora de la "primera cosa substancial" incluso antes que el bebé. Ahora tiene dos hijos.
"Es fácil saber en qué año nacieron los bebés, porque cada año cambia un poco la ropa que viene. Está bien comparar y pensar 'ese niño nació el mismo año que el mío'", dice Titta Vayrynen, una madre de 35 años que tiene dos hijos.

"Las más felices"

Algunas familias no podrían costear el contenido de la caja si no fuera gratuito, a pesar de que para Vayrynen fue más una cuestión de ahorrar dinero.
Ella trabajaba muchas horas cuando quedó embarazada de su primer hijo y agradeció no tener que buscar tiempo para salir de compras y comparar precios.
"Hubo un reciente informe en el que se asegura que las madres finlandesas son las más felices del mundo, y la caja es una de las cosas que me vienen a la mente. Nos cuidan muy bien, incluso ahora que algunos servicios públicos han sido recortados", agrega Vayrynen.
Cuando tuvo a su segundo hijo, Ilmari, ella optó por el dinero en efectivo en lugar de la caja y sencillamente volvió a usar todo lo que le habían dado para su primogénito Aarni.
Un niño también puede pasarle ropa a una niña y viceversa, pues los colores son deliberadamente neutrales.
El contenido de la caja ha cambiado bastante con el paso de los años.
Durante las décadas del 30 y del 40, tenían telas porque las madres estaban acostumbradas a confeccionar ropa de bebés.
Pero durante la Segunda Guerra Mundial, el algodón y los tejidos eran requeridos por el Ministerio de Defensa, así que en las cajas había sábanas de papel y un cobertor de tela.

Historia de una caja

Caja de 1953
  • 1938: dos tercios de las mujeres que dieron a luz ese año fueron candidatas al subsidio en efectivo, la caja de maternidad o una mezcla de las dos. Desde el principio el paquete podía ser usado como una cuna en hogares más pobres, donde las condiciones higiénicas no eran las más apropiadas para el bebé.
  • 1940: a pesar de la escasez en tiempos de guerra, el programa continuó cuando muchos finlandeses perdieron sus casas en los bombardeos y evacuaciones
    .
  • 1942-6: El papel remplazó a la tela en artículos como envolturas de pañales y sábana para la madre.
  • 1949: El paquete es ofrecido a todas las madres en Finlandia, siempre y cuando se hicieran controles de salud prenatal (el paquete de la foto de arriba es de 1953).
  • 1957: Las telas y material para coser fueron remplazados por prendas ya confeccionadas.
  • 1969: Se añaden pañales desechables al paquete.
  • 1970: Con más mujeres trabajando, las ropas blancas se sustituyen por algodones elásticos y fáciles de lavar.
  • 2006: Se reintroducen los pañales de tela y se retira el biberón para fomentar la lactancia materna.
En los años 50 hubo un incremento de la ropa fabricada, y en los 60 y 70 la indumentaria incorporó nuevas telas elásticas.

Sin desechables ni biberones

El saco de dormir apareció en 1968, y al año siguiente hubo pañales desechables por primera vez.
Pero no por mucho tiempo.
Con la llegada del nuevo siglo, retiraron los pañales desechables y regresaron los de tela, cumpliendo con lineamientos de protección del medio ambiente.
Motivar una buena maternidad y paternidad siempre ha sido parte de la política de la caja.
"Los bebés solían dormir en la misma cama que sus padres y se recomendó dejar de hacerlo", explica Panu Pulma, profesor de historia finlandesa y nórdica en la Universidad de Helsinki. "Incluir la caja como cama significó que la gente empezó a dejar que sus bebés durmieran aparte".
En determinado momento, las botellas de bebés (biberones o teteros) y los chupetes o chupones fueron retirados para promover la lactancia materna.
"Uno de los principales objetivos de todo el sistema ha sido lograr que las mujeres den más el pecho", dice Pulma, quien agrega que "ha funcionado".
El experto también piensa que incluir un libro de cuentos ilustrado ha tenido un efecto positivo, pues motiva a los niños a manipular libros y, un día, a leerlos.
Además de todo esto, Pulma asegura que esta caja es un símbolo.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

As faces de Belmez - um mistério intrigante. Veja o vídeo



As Faces de Bélmez, é um suposto fenómeno paranormal, que aconteceu na Espanha, numa casa particular, na cidade de Bélmez (Bélmez de la Moraleda), em 1971, onde os residentes afirmaram que apareciam rostos no piso de concreto na casa. As imagens desde então, apareciam e desapareciam nessa altura.
Para os parapsicólogos, este fenómeno, é considerado o melhor-documentado sobre o género e "sem dúvida, o mais importante fenómeno paranormal doséculo XX”.
Alguns residentes de Bélmez acreditam mesmo que este fenómeno não foi criado por “mãos humanas”, porém, alguns pesquisadores consideravam a hipótese de ser um fenómeno de fotografia espírita, causado inconscientemente pela própria dona da casa, María Gómez Cámara.
Para os pesquisadores céticos, este evento não passa de uma mera falseabilidade. Desde que as faces de Bélmez foram afixadas na casa, no cal de cimento, os cientistas foram capazes de analisar as alterações moleculares, que teve lugar em tal massa de concreto. Céticos têm realizado extensas análises sobre os rostos, para demonstrar a falseabilidade que foi envolvido este fenómeno.

História[editar]

A história da cidade Bélmez, foi marcada para sempre em 23 de agosto de 1971. No número 5, na Rua Real, de Dona María Rodríguez Acosta, espantados, descobriram uma "esfinge" na lareira de sua cozinha. Com medo e gritando, ela avisou a todos os seus vizinhos, que se deparou como um cara estranha, que tinha claramente aparecido no chão.
Durante semanas, ela tentou apagar com água sanitária, mas ela não conseguiu. Tentaram também, fazer escavações sobre as faces, porém estas continuavam a surgir em outros compartimentos da casa, seis dias depois.
A dona da casa, Maria Gomez Camara, com 85 anos, faleceu em Novembro de 2004, e desde então, e até agora, infinidades de rostos e imagens têm aparecido.

Veja o vídeo: 
http://www.youtube.com/watch?v=-AUGZeGPSiA