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quarta-feira, 3 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Alho - poderoso aliado da vida saudável
O alho é um parente das cebolas e alho-porós, tem o poder de reduzir o colesterol e a pressão arterial, tem ação germicida combatendo infecções além de possuir antioxidantes e flavonóides que combatem o envelhecimento e muitas outras propriedades. Acredita-se que a maioria dessas propriedades se devem à riqueza de substâncias sulfurosas na sua composição. A ação mais saudável do alho é sua capacidade de melhorar as condições cardíacas, suas ações germicidas e anticancerígenas. Enfim, o alho é um dos alimentos acessíveis mais saudáveis.
Não é de hoje que o alho recebe o atributo de alimento bom para saúde. No célebre papiro de Ebbers, de 2.550 a.C., havia mais de 20 receitas à base de alho indicadas para combater infecções, dor de cabeça e faringites. Outros documentos datados de 3.000 anos A.C., elaborados pelos Babilônios, Chineses e Romanos também mostraram o uso do alho como medicamento. Mas, foi Hipócrates, pai da medicina, o primeiro a demonstrar com detalhes, o uso do alho como diurético e laxante. Plínio e Galeno, médicos romanos, também utilizaram o alho para o tratamento de infecções intestinais, problemas digestivos, pressão alta, senilidade e impotência. Nas anotações de Marco Polo há várias mostrando o uso do alho pelos chineses para desintoxicação.
Propriedades do Alho:
É lógico que a evidência clínica do valor efetivo do alho, tanto na prevenção quanto no tratamento de inúmeras afecções não se justifica apenas pelo seu conteúdo de minerais e vitaminas. Várias pesquisas têm atribuído seus efeitos terapêuticos pela presença de algumas substâncias. As mais importantes delas, quando o assunto é coração, são:
* Óxido dialildissulfeto, com capacidade de reduzir os níveis de lipídeos e do colesterol do sangue.
* Germânio: elemento condutor de oxigênio com ação revigorante e rejuvenescedora, graças à sua capacidade de conduzir oxigênio, agente hipotensores que ajudam a controlar a pressão arterial sem provocar efeitos secundários.
* Selênio: um mineral protetor do coração, pois ajuda a prevenir a formação de ateromas, de coágulos e ainda normaliza a pressão arterial.
Para completar o alho ainda tem alicina, a alina, ambas com efeitos antibactericida e antiinflamatório.
A gordura das artérias, aquela que deve ser eliminada quando em excesso, é chamada de Colesterol e o alho tem as seguintes propriedades:
· Previne doenças coronárias e circulatórias. Efeito hipotensor devido a vaso dilatação periférica, sobretudo nas pernas, olhos e cérebro. Recomendado para tratar a esclerose cerebral.
· Previne infartos
· Reduz a coagulação do sangue
· Reduz a pressão sangüínea
· Previne a agregação plaquetária; útil em tromboses e arterioscleroses.
· Combate infecções bacterianas, viróticas e fúngicas (para tratamento de fungos em dermatofitos que afetam a pele e leveduras, como Cândida Albicans).
· Diminui o risco de câncer do estômago, gástrico e outros.
· Reduz os níveis de açúcar e glicose, ajudando no tratamento da diabetes.
· Efeito hipo-colesterolemiante (tratamento do colesterol).
· Efeito anti helmíntico suave (Tratamento de parasitas intestinais).
· Efeito expectorante.
· Rubesfaciente e vesicante em uso externo.
Também se usa para combater problemas artríticos, inclusive em forma de tintura, ou em outras formas: para uso externo, e ainda em frieiras e verrugas. Em alguns lugares é usado, igualmente, como preventivo do cancro.
O Alho contém fructosanos (cadeias de moléculas de frutose) em abundância que lhe conferem una clara ação diurética. O seu óleo essencial contém dissulfuro de alilo proveniente da decomposição da alicina por ação duma enzima, a alizinase. Contém vitamina A, B1, B2, C, uma amina do ácido nicotínico, colina, hormonas, alicetoína I e II, ácido sulfociánico, iodo e vestígios de urânio. Esta complexa composição faz com que o alho tenha uma ação muito diversificada no organismo.
Alho com Azeite de Oliva Extra Virgem
Resultados conhecidos:
· Desaparecem as dores de articulações;
· Limpeza das artérias devido à presença dos ácidos graxos insaturados do azeite;
· Dissolve sangue pisado em derrame ocular, trombos.
· Protege contra gripes e infecções;
· Melhorar poder das cordas vocais;
· Limpa pulmões.
Como preparar:
· Um dente de alho para cada 20 quilos de peso.
· Esmagar os dentes alho cru, e colocá-los dentro do azeite de Oliva extra-virgem (um ou duas colheres da sopa) por um prazo mínimo de 30 minutos.
· Pode-se colocar a mistura no alimento habitual, ou em caldos quentes.
Como usar:
· O tratamento é feito à noite, pois sobrevém uma sonolência e depois sono profundo e reparador.
· Esse tratamento deve ser feito durante 4 meses seguidos.
· Depois desse período descansa uma semana por cada mês.
· Outros a serem complementados por aqueles que fizerem esse tratamento com fé.
· Deve ser combinado com outros tipos de alimentos saudáveis.
Relato de Alberto Barbosa Pinto Dias
“Prezados Amigos,
Em abril de 2005 fui acometido por uma cegueira total no olho esquerdo, causada por derrame de sangue. Verificada a pressão sanguínea estava a 19/ 11.
Um cardiologista do Einstein (Doutor Roderick) recomendou na emergência a tomar diurético e Adalat em dose dupla para fazer baixar a pressão de imediato. O oculista disse que não havia nada a fazer senão esperar, possivelmente por 6 meses, para depois verificar o que fazer. Consultado o cardiologista do Sabin (Climed-Atibaia), foi feito o eletrocardiograma, exames de sangue e chapa do tórax.
Verificados os resultados, alem da pressão alta, havia para serem considerados: a artéria aorta sinuosa as taxas elevadas de colesterol, triglicérides e ácido úrico. Passei a tomar Betalor (vasodilatador) e Hidrion (diurético). Com o olho direito ainda bom, li um artigo no jornal divulgado na Internet, Ambiente Brasil, um artigo a respeito das propriedades antiinflamatórias do azeite de oliveira. Lendo a respeito de azeite, associei com a idéia de alho. Procurei dados a respeito das propriedades do alho e verifiquei a existência da Alicina que, favorece a circulação impedindo trombos e a existência de outras substâncias, algumas contendo enxofre na molécula e mais outras que apresentariam ação antivirótica e antibacteriana alem de agir sobre determinados tipos de câncer.
Como não há dados a respeito de dosagem, resolvi experimentar e verificar qual a dosagem por dentes de alho cru que mostraria algum efeito fisiológico evidente. Ultrapassando a dose de um dente de alho cru por 20 quilos de peso corpóreo, verifiquei uma sensação de afogueamento e calor evidenciando vaso dilatação juntamente com uma sensação estranha. Reduzida a dose para um dente de alho para cada 20 quilos de peso, torna-se bem suportável, principalmente se o alho, sendo esmagado e cru, for deixado no azeite extravirgem de primeira espremedura a frio (uma a duas colheres de sopa) por um prazo mínimo de 30 minutos.
Pode-se colocar a mistura no alimento habitual, sendo que passei a apreciar, vertendo uns caldos quentes, ferventes, mas não fervendo, sobre a mistura a ser tomada como sopa com pão integral. O tratamento é feito à noite, pois sobrevém uma sonolência e depois sono profundo e reparador de noite inteira. Esse tratamento foi feito direto por 4 meses, pois alem de desaparecerem as dores de articulações, eu esperava que se limpassem as artérias devido à presença dos ácidos graxos insaturados do azeite. Depois descanso uma semana ou menos cada mês.
Resultados: O alívio de dores articulares foi progressivo, sendo evidente em 30 dias. O sangue pisado foi clareando e em dois meses já enxergava sem nitidez, mas em três meses havia nitidez e em quatro meses transparência cristalina. Animado com os resultados continuei firme. Completados dez meses, voltei ao cardiologista do Sabin. Novamente os exames e : Radiografia de Tórax- Tudo limpo e normal. Aorta normal. Exame de sangue: ácido úrico baixou, colesterol baixou, triglicérides baixou. Eletrocardiógrafo: tudo normal com ligeiro bloqueio no ramo direito do Feixe de Hiss que me acompanha desde moço. Continuo com Betalor e Hidrion. Note-se: As berrugas caíram. Não tenho gripes nem resfriados nem infecções desde que iniciei esse hábito alimentar.
Alberto Barbosa Pinto Dias
Professor Catedrático de Fisiologia Humana,Biologia e Bioquímica
http://apanaceiaessencial.blogspot.com.br/2013/01/alho-mais-informacoes-sobre-o-poderoso.html
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sexta-feira, 29 de março de 2013
Quando A galáxia de Andrômeda colidir com a Via Láctea
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Como se sabe, nós vivemos no Sistema Solar, que fica dentro de uma enorme galáxia com 200 bilhões de estrelas, que é conhecida como Via Láctea. Ela fica em um grupo de galáxias que está vagando pelo espaço. Atualmente tudo parece tranquilo e em perfeita ordem, mas o futuro nos guarda um problema do tamanho de uma galáxia gigante.
Como funcionam as galáxias
No início do Universo começaram a surgir às primeiras galáxias, que são aglomerados gigantesco de matéria. Só que elas não são estacionaras e ficam vagando pelo espaço sideral.
Obviamente é a gravidade que mantem as galáxias unidas. Acredita-se que a grande maioria delas possui um buraco negro supermaciço (com a massa de até bilhões de vezes a do Sol) em seu centro, que não deixa as coisas saírem voando por aí.
Além disso, as galáxias possuem a força gravitacional de tudo que a compõe, por isso mesmo elas ficando a milhões de anos luz uma das outras, suas forças gravitacionais podem interagir, criando enormes problemas.
Acidente Andrômeda
Na vizinhança de nossa galáxia existe outra que é chamada de Andrômeda. Ela está atualmente 2.538.000 anos-luz, mas essa distância vem diminuindo, e bem rápido.
Segundo observações, é possível notar que essa galáxia gigante, que possui mais de um trilhão de estrelas, está vindo em nossa direção. E em 4 bilhões de anos, os dois enormes aglomerados de estrelas irão se chocar, criando um espetáculo lindo no céu, que durara mais alguns bilhões de anos.
Para nossa sorte atualmente acredita-se que essa colisão não afetara nosso sistema solar diretamente, mas nossa visão do céu será totalmente diferente e poderemos enxergar o brilho enorme da outra galáxia adentrando na nossa.
Caso os cálculos estejam errados, também não há motivos para se preocupar, pois até lá o Sol terá consumido boa parte do seu combustível. O que fará ele inchar e ficar muito mais quente, acabando com toda a vida na Terra, mas isso é assunto para outro post.
Quando Andrômeda terminar de se fundir com a Via Láctea, nós teremos um céu mais brilhante e faremos parte de uma nova galáxia gigantesca. Além disso, nosso sistema solar deve ser jogado mais para longe do núcleo da galáxia, mas nada que afete nossa vida drasticamente, afinal, se estivermos vivos até lá, quem sabe já estaremos vivendo em outro planeta ou mesmo em outra galáxia.
quarta-feira, 27 de março de 2013
A origem da Páscoa
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A origem da Páscoa
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Grande parte das tradições do feriado de Páscoa está contida nos rituais pagãos, que gerou grande variedade de lendas e costumes que passaram a fazer parte da celebração atual.
Na realidade não existe uma “páscoa” pagã, e sim a festa e a celebração da chegada da Primavera celebrada pelos antigos povos pagãos da Europa e outras regiões.
Muito antes do nascimento de Cristo as tribos pagãs da Europa adoravam a bela deusa da primavera –EE-ah-tra ou Eostre. Festivais para celebrar o nascimento da primavera eram organizados em honra a Eostre no final de março tempo em que o inverno acabava e a primavera começava a brotar no hemisfério norte.
Eostre evoluiu em inglês para Easter e em alemão para Ostern, que significa Páscoa. Outros associam a palavra Easter com o nascer do sol no Este (Leste).
Nesse período, muitos desses povos realizavam rituais de adoração para Eostre, a deusa da Primavera. Em suas representações mais comuns, observamos esta deusa pagã
representada na figura de uma mulher que observava um coelho saltitante enquanto segurava um ovo nas mãos. Nesta imagem há a conjunção de três símbolos (a mulher, o ovo e o coelho) que reforçavam o ideal de fertilidade comemorado entre os pagãos.
Para os judeus antes mesmo do nascimento de Jesus a páscoa já era celebrada onde para eles era chamado de Pessach e tinha outro sentido: o de liberdade, após anos de escravidão no Egito.
Para os judeus a páscoa significa “passagem”, por isso o nome da festa é Pessach. De acordo com a tradição judaica, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos, quando o Senhor enviou dez pragas sobre o povo do Egito e depois de todas elas o faraó libertou os escravos.
Os cristãos e judeus celebravam a Páscoa e o Pessach no mesmo dia. Porem sempre muito ligados a tradições, os cristãos desejavam unificar suas celebrações de Páscoa e fizeram articulações para conseguir este feito.
O Imperador Constantino I, que havia aderido ao cristianismo pediu que o Papa Gregório XIII aproveitasse o encontro com os líderes religiosos no Concílio de Nicea, em 325, para fixar uma data oficial que segundo ele seria o primeiro domingo após a primeira lua cheia a partir do primeiro dia de primavera.
Mesmo com esse encontro o concilio não conseguiu chegar a um acordo e as celebrações prosseguiram em datas diferentes. As Igrejas do leste europeu (ortodoxas) passaram a seguir o calendário Juliano e as do oeste (romanas) adotaram as determinações do Papa Gregório.
Neste período, o clero tinha a enorme preocupação de ampliar a quantidade de fiéis. A adaptação de algumas antigas tradições e símbolos religiosos de outras culturas e religiões foi um método muito pratico encontrado pelos cristãos para conguirem ampliar a quantidade de fiéis. A partir de então, é observado à pintura de vários ovos com imagens de Jesus Cristo e sua mãe, Maria.
No auge da idade media, nobres e reis de condições mais elevadas costumavam comemorar a Páscoa presenteando os seus com o uso de ovos feitos de ouro e cravejados de pedras preciosas.
O Ovo.
Os ovos, símbolos da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses.
O ovo é considerado a mais perfeita embalagem natural. Em diversas culturas também simboliza o começo do universo.
Ovos eram cozidos e comidos nos festivais do antigo Egito, Pérsia, Grécia e Roma. Era costume pintar os ovos e presentear os entes queridos para celebrar a chegada da primavera, depois do longo inverno no Hemisfério Norte.
Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate
Vários costumes associados à Páscoa não existiam até o século XV.
Os cristãos adotaram esta tradição e o ovo passou a ser o símbolo da tumba da qual Jesus ressuscitou.
Ovos de chocolate começaram a aparecer no século XVII. Ovos de plástico recheados de ovos de chocolate ou bombons surgiram na década de 60.
A lebre.
A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade.
A lebre simbolizando a primavera também tem origem anglo-saxônica e pré-cristã onde simboliza a fecundidade.
Lebres e coelhos eram associados à abundância e a vida, após um inverno de privações.
Desde a antiguidade a lebre, cuja gestação dura apenas um mês, era a representação da Lua, que neste mesmo espaço de tempo passa da escuridão da Lua Nova ao brilho da lua Cheia.
As crianças suíças acreditam que um cuco traz os ovos, as tchecas esperam que uma cotovia lhes trouxesse presentes e as alemãs possuem outras duas opções, além do coelho: galos ou cegonhas.
No Brasil, a tradição do coelho e dos ovos de Páscoa data do início do século XX. Foi trazida, em 1913, por imigrantes alemães.
domingo, 24 de março de 2013
Teoria do suicídio quântico
Um homem se senta em frente a uma arma, apontada para sua cabeça. Não é uma arma comum; ela está ligada a uma máquina que mede o giro de uma partícula quântica. Cada vez que o gatilho é puxado, o giro da partícula quântica - ou quark - é medido. Dependendo da medida, a arma dispara ou não. Se a medida mostrar que a partícula quântica está girando no sentido horário, a arma dispara. Se o quark estiver girando no sentido anti-horário, a arma não dispara. O gatilho só faz um clique.
Volte no tempo até o início do experimento. O homem puxa o gatilho pela primeira vez, e a medida mostra que o quark está girando no sentido horário. A arma dispara. O homem morre.
Mas calma lá. O homem já puxou o gatilho a primeira vez - e infinitas vezes depois disso - e já sabemos que a arma não disparou. Como o homem pode estar morto? Ele não sabe disso, mas está vivo e morto. Cada vez que ele puxa o gatilho, o universo se divide em dois. E vai continuar a se dividir cada vez que o gatilho é puxado [fonte: Tegmark (em inglês)].
Este experimento mental é chamado de suicídio quântico. Foi introduzido pelo então teórico da Universidade de Princeton (em inglês) Max Tegmark em 1997 (atualmente professor do MIT - Instituto Tecnológico de Massachusetts). Experimento mental é um experimento que acontece só na mente. O nível quântico é o menor nível da matéria que já detectamos até hoje no universo. A matéria nesse nível é infinitesimal, e é praticamente impossível para os cientistas pesquisarem esta matéria na prática usando métodos tradicionais da pesquisa científica.
Ao invés de usar o método científico - investigar provas empíricas - para estudar o nível quântico, os físicos precisam usar experimentos mentais. Apesar de estes experimentos serem realizados somente de maneira hipotética, são baseados nos dados observados na física quântica.
O que a ciência tem observado no nível quântico levantou mais perguntas do que respondeu. O comportamento das partículas quânticas é errático, e nosso entendimento de probabilidade se torna questionável. Por exemplo,fótons (em inglês) - a menor medida da luz - têm mostrado que existem tanto no estado de partícula como de onda. E acredita-se que a direção das partículas não seja uma só, mas que elas viajem em ambas as direções ao mesmo tempo. Então quando observamos o mundo quântico, somos estranhos ao conhecimento que ele guarda. Como resultado, nossa compreensão do universo como o conhecemos é desafiada.
Isto levou algumas pessoas a acreditarem que a nossa compreensão de física quântica é tão básica quanto à dos antigos astrônomos (em inglês) egípcios que séculos atrás diziam que o Sol era um deus. Alguns cientistas acreditam que um aprofundamento da investigação dos sistemas quânticos vai revelar ordem e previsibilidade dentro do que hoje vemos como caos. Mas é possível que os sistemas quânticos não possam ser compreendidos dentro dos modelos tradicionais da ciência?
sábado, 23 de março de 2013
Universos paralelos: separados ou unidos?
A teoria dos Muitos Mundos e a interpretação de Copenhague não são as únicas concorrentes que tentam explicar o nível básico do universo. Na verdade, a mecânica quântica nem é o único campo dentro da física que procura essa explicação. As teorias que surgiram do estudo da física subatômica ainda são teorias, o que divide o campo de estudo de forma semelhante ao mundo da psicologia. As teorias têm partidários e críticos, assim como as estruturas psicológicas propostas por Carl Jung, Albert Ellis e Sigmund Freud.
Desde que sua ciência foi desenvolvida, os físicos estão empenhados emdesmontar o universo - eles estudaram o que poderiam observar e trabalharam sobre níveis cada vez menores do mundo da física. Ao fazer isso, os físicos tentam atingir o nível final e mais básico e é esse nível, eles esperam, que servirá como base para compreender todo o resto.
Seguindo sua famosa Teoria da Relatividade, Albert Einstein ficou o resto de sua vida procurando pelo nível final, que responderia todas as questões da física. Os físicos se referem a essa teoria ilusória como a Teoria do Tudo. Os físicos que estudam física quântica acreditam estar no caminho para encontrar a teoria final, mas outro campo da física acredita que o nível quântico não é o menor nível, portanto não poderia fornecer a Teoria do Tudo.
Esses físicos se voltaram para um nível subquântico teórico, chamado teoria das cordas, como sendo a resposta para tudo na vida. O que é incrível é que durante sua investigação teórica esses físicos, como Everett, também concluíram que existem universos paralelos.
Esses físicos se voltaram para um nível subquântico teórico, chamado teoria das cordas, como sendo a resposta para tudo na vida. O que é incrível é que durante sua investigação teórica esses físicos, como Everett, também concluíram que existem universos paralelos.
Ted Thai/Time Life Pictures/Imagens Getty Dr. Michio Kaku, o criador da Teoria das cordas |
A teoria das cordas foi criada pelo físico nipo-americano Michio Kaku. Sua teoria afirma que os blocos de construção essenciais de todas as matérias, bem como de todas as forças físicas do universo - como a gravidade - existem em um nível subquântico. Esses blocos de construção lembrariam pequenas tiras de borracha - ou cordas - que formam os quarks (partículas quânticas) e, por vezes, os elétrons,átomos, células e assim por diante. O tipo de matéria que é criada pelas cordas e como tal matéria se comporta depende da vibração dessas cordas. É dessa forma que todo nosso universo é composto e, segundo a teoria das cordas, essa composição acontece por meio de 11 dimensões separadas.
Assim como a teoria dos Muitos Mundos, a teoria das cordas demonstra que existem universos paralelos. Segundo essa teoria, nosso próprio universo é como uma bolha que existe lado a lado de universos paralelos semelhantes. Ao contrário da teoria dos Muitos Mundos, a teoria das cordas supõe que esses universos podem entrar em contato entre si. Ela afirma que agravidade pode fluir entre esses universos paralelos. Quando esses universos interagem, acontece um Big Bang semelhante ao que criou nosso universo.
Enquanto os físicos têm criado máquinas capazes de detectar a matéria quântica, as cordas subquânticas ainda precisam ser observadas, o que as torna - e a teoria da qual elas vêm - totalmente teóricas. Alguns não acreditam nela, ao passo que outros pensam que ela está correta.
Então, os universos paralelos realmente existem? Segundo a teoria dos Muitos Mundos, não podemos ter certeza, uma vez que não podemos vê-los ou senti-los de alguma forma. A teoria das cordas já foi testada pelo menos uma vez e com resultados negativos. O Dr. Kaku, contudo, ainda acredita que existam dimensões paralelas [fonte: The Guardian (em inglês)].
Einstein não viveu o bastante para ver sua busca pela Teoria do Tudo ser adotada por outros. Então, se a teoria dos Muitos Mundos estiver certa, Einstein ainda está vivo em um universo paralelo. Talvez, nesse universo, os físicos já tenham encontrado a Teoria do Tudo.
Para maiores informações sobre universos paralelos e links relacionados, veja a próxima seção.
sexta-feira, 22 de março de 2013
Teoria dos Muitos Mundos
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Teoria dos Muitos Mundos
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O jovem Hugh Everett concordava com muito do que o altamente respeitado físico Niels Bohr havia sugerido sobre o mundo quântico. Ele concordava com a idéia da superposição e com a noção das funções de onda, mas discordava de Bohr em um ponto vital.
Imagem cedida Wreckedm/Stock.Xchng Na interpretação de Everett dos Muitos Mundos, os universos paralelos não influenciam uns aos outros |
Para Everett, medir um objeto quântico não o força de um estado para o outro, mas uma medida tirada de um objeto quântico causa uma quebra no universo. O universo é literalmente duplicado, dividindo-se em um universo para cada possível desfecho da medida. Por exemplo, digamos que a função da onda de um objeto seja tanto de uma partícula quanto de uma onda. Quando um físico mede a partícula, existem dois desfechos possíveis: ela será medida como uma partícula ou como uma onda. Essa diferenciação transforma a teoria de Everett dos Muitos Mundos em uma concorrente da interpretação de Copenhague como uma explicação para a mecânica quântica.
Quando um físico mede o objeto, o universo se quebra em dois universos distintos para acomodar cada um dos possíveis desfechos. Então, um cientista em um universo descobre que o objeto foi medido na forma de onda. O mesmo cientista, no outro universo, mede o objeto como uma partícula. Isto também explica como uma partícula pode ser medida em mais de um estado.
Pode parecer estranho, mas a interpretação dos Muitos Mundos de Everett tem implicações além do nível quântico. Se uma ação tem mais de um resultado possível, então - se a teoria de Everett estiver certa - o universo se quebra quando aquela ação é tomada, o que continua sendo verdade, mesmo quando a pessoa decide não tomar uma atitude.
Isso significa que se você já esteve em uma situação onde a morte era um dos possíveis desfechos, então, em um universo paralelo ao nosso, você está morto. Esse é apenas um dos motivos que faz algumas pessoas acharem a interpretação dos Muitos Mundos perturbadora.
Outro conceito perturbador da interpretação dos Muitos Mundos é que ela mina nosso conceito linear de tempo. Imagine uma linha do tempo mostrando a história da Guerra do Vietnã. Em vez de uma linha reta mostrando acontecimentos notáveis progredindo adiante, uma linha do tempo baseada na interpretação dos Muitos Mundos mostraria cada possível desfecho de cada ação tomada. Daí, cada possível desfecho das ações tomadas (como resultado do desfecho original) também seria registrado.
Uma pessoa, porém, não pode ter consciência de suas outras personalidades - ou até mesmo de sua morte - que existem nos universos paralelos. Então, como saberemos se a teoria dos Muitos Mundos está certa? A certeza de que a interpretação é teoricamente possível veio no fim dos anos 90, com a experiência mental - uma experiência imaginada, usada para provar ou desmentir teoricamente uma idéia - chamada suicídio quântico. Você pode aprender mais sobre isso em Como funciona o suicídio quântico.
Esse experimento mental renovou o interesse na teoria de Everett, que foi, durante muitos anos, considerada bobagem. Desde que se provou a possibilidade dos Muitos Mundos, os físicos e matemáticos têm tentado investigar profundamente as implicações da teoria, mas a interpretação dos Muitos Mundos não é a única teoria que tenta explicar o universo, nem é a única que sugere a existência de universos paralelos ao nosso. Leia a próxima seção para aprender sobre a teoria das cordas.
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