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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Por quem os sinos dobram

 
 
 
 
 
 
“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
John Donne

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

As 10 melhores imagens científicas de 2012

Por  em 6.02.2013 as 16:00


Desde o tempo do Homem Vitruviano de Leonardo Da Vinci até os raios-X de Rosalind Franklin, certos enunciados da ciência são feitos com muito mais força usando imagens em vez de palavras.
om o lema de que ilustrar é esclarecer, e que as ilustrações apresentam a conexão mais imediata e influente entre cientistas e cidadãos, a National Science Foundation (NSF – Fundação Nacional de Ciência) e o periódico Science criaram o desafio de Visualização de Ciência e Engenharia, para celebrar a tradição da visualização de ciência e encorajar seu crescimento contínuo.
O espírito da competição é comunicar ciência, engenharia e tecnologia com finalidade educacional e jornalística.
Cinco categorias participam do concurso: fotografia, ilustração, posters e gráficos, jogos e aplicações, e vídeo. Confira os vencedores:

Fotografia

Primeiro lugar e vencedor do voto popular: “Cristais Biominerais Isolados”
1
O primeiro lugar foi para uma foto de cristais de biominerais isolados. Estas estruturas fantásticas são cristais microscópicos que fazem parte do dente de um ouriço do mar.
Cada tom de azul, azul-piscina, verde e roxo destaca um cristal individual de calcita, mineral carbonatado encontrado em mármore, calcário e conchas. A foto foi colorida usando Photoshop e microfotografia de escaneamento de elétrons.
O formato incomum e intrincado destes cristais permitem que os dentes do ouriço do mar, mesmo feitos de uma substância tão macia quanto o giz, sejam fortes o suficiente para triturar rochas.
Crédito: Pupa U. P. A. Gilbert e Christopher E. Killian; Universidade do Wisconsin, Madison
Menção honrosa: “Autodefesa”
2
Esta é uma foto feita pelo radiologista Kai-hung Fung, e mostra duas estratégias diferentes de autodefesa.
O mexilhão da esquerda tem uma concha bivalve, que se fecha ao primeiro sinal de uma ameaça. O caramujo da direita tem uma estratégia diferente: a concha em espiral fornece uma série de barricadas a potenciais invasores.
Fung usou um scanner para visualizar fatias do caramujo e do mexilhão, então desenhou seus contornos usando várias cores, destacando as estruturas complexas. A criação de uma imagem destas envolve o equilíbrio de “dois lados da mesma moeda”, diz Fung. “Um lado é a informação factual, o outro lado é a arte”.
Crédito: Kai-hung Fung, Hospital Oriental Pamela Youde Nethersole em Hong Kong
3

Ilustração

Primeiro lugar: “Conectividade de um Computador Cognitivo Baseado no Cérebro Símio”

Esta estrutura em espirais de néon é o diagrama de fiação de um novo tipo de computador que, segundo algumas definições, pode ser capaz de pensar. Ele foi inspirado na arquitetura neural de um macaco.
Nos últimos 2 anos, o grupo de computação cognitiva da IBM em San Jose, Califórnia (EUA), fez grandes avanços no projeto de um computador que possa detectar padrões, planejar respostas e aprender a partir de erros. A imagem foi feita por Emmett McQuinn, engenheiro de hardware da IBM.
Crédito: Emmett McQuinn, Theodore M. Wong, Pallab Datta, Myron D. Flickner, Raghavendra Singh, Steven K. Esser, Rathinakumar Appuswamy, William P. Risk, e Dharmendra S. Modha
Menção honrosa e vencedor do voto popular: “Infiltração cerebral”
4
Nesta imagem de um cérebro, um tumor maligno aparece como uma massa vermelha à esquerda. As fibras vermelhas são um sinal de perigo. Se forem cortadas pelo escalpelo do neurocirurgião, o paciente pode ter a visão, percepção ou função motora afetadas. As fibras azuis mostram conexões funcionais distantes do tumor que provavelmente não serão afetadas durante uma cirurgia.
Juntas, as fibras azuis e vermelhas fornecem um roteiro para os neurocirurgiões planejarem suas operações.
O estudante de graduação de Ciência da Computação Maxine Chamberland, do Sherbrooke Connectivity Imaging Lab no Canadá, cria imagens como estas semanalmente, usando uma técnica de ressonância magnética que detecta a direção em que as moléculas de água se movem dentro das fibras de matéria branca, e monta uma imagem tridimensional das conexões funcionais do cérebro.
Crédito: Maxime Chamberland, David Fortin, e Maxime Descoteaux, Laboratório de Imageamento de Conectividade Sherbrooke

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013



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Homenagem às vítimas da Kiss

Quero com esta poesia homenagear as vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria. Eu mesma estudei na UFSM, e, como eles, gostava de sair, dançar. Os anos de juventude são anos dourados. Ao serem abreviados tão brusca e violentamente, nos deixou a todos chocados e comovidos.


A morte não é nada. 
Eu somente passei 
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, 
eu continuarei sendo.

Me dêem o nome 
que vocês sempre me deram, 
falem comigo 
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo 
no mundo das criaturas, 
eu estou vivendo 
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene 
ou triste, continuem a rir 
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado

como sempre foi, 
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo 
o que ela sempre significou, 
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora 
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora 
de suas vistas?

Eu não estou longe, 
apenas estou 
do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.
Santo Agostinho

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A arte de Toon Herz


Pois é, e conheça abaixo, um dos artistas mais completos. Confira ainda, as suas principais obras, e mais, os desenhos mais relevantes.
 Perceba, por exemplo, a obscuridade nos desenhos, e porque não, a recorrência por crianças. Confira os diferentes cenários e para a composição dos personagens, vários cenários são utilizados. De salas escuras, a mansões mal assombradas. Abaixo, inclusive, os exemplos mais peculiares. Veja só:


 
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

A chocante escala do universo

 


Por em 31.01.2013 as 14:21


O site HT Twins, administrado por Cary e Michael Huang, criou um aplicativo que mostra as escalas do universo.
Usando a barra de rolagem para ampliar ou diminuir o zoom, você passeia pelas diversas “escalas” de tamanho (em metros) das mais variadas coisas do universo – das menores, como o comprimento de Planck (um espaço de 1,6 × 10^-35 metros, correspondente à distância que a luz percorre no vácuo durante um tempo de Planck), a espuma quântica (que forma o tecido do universo) e a corda (elemento da teoria das cordas, modelo físico cujos blocos fundamentais são objetos extensos unidimensionais, semelhantes a uma corda), na escala de 10^−35, às maiores, como o universo observável inteiro, na escala de 10^27.
menor
Os primeiros elementos da escala possuem comprimentos que ainda não podem ser confirmados.
Começando os três elementos citados acima, com o comprimento de 0,0000000001 yoctômetros, até chegar a prótons e nêutrons (com 10^−15 ou 0,000000000000001 metros), que têm comprimentos que podem ser confirmados, a escala apresenta partículas medidas em yoctômetros – uma medida ainda não utilizável (1 ym = 10^−24 metros), já que os métodos de observação atuais não alcançam distâncias tão pequenas.
menor2
Aumentando de tamanho, podemos chegar até a escala de 10^−10, que exibe átomos de hidrogênio e hélio, as menores coisas visíveis em um microscópio eletrônico. A 10^−6, partimos para as coisas que podem ser vistas por um microscópio óptico (maiores do que 200 nanômetros), como o mimivirus, um vírus de 400 nanômetros descoberto em uma ameba em 1992.
A partir dos 100 micrômetros, ou 10^−4, aparecem os menores objetos visíveis a olho nu, como a largura do cabelo humano, e o óvulo (a maior célula presente no corpo humano).
O milímetro, a partir de 10^−3, engloba as maiores bactérias, grãos de areia e de sal. Na altura do metro, as coisas ficam mais “a nossa altura”: entram os seres humanos, os girassóis e animais maiores, como minhocas gigantes (3 metros), caranguejo-aranha-gigante (3 metros), o elefante (5 metros) e a girafa (6 metros).
metro
Chegando a 10², começamos a ter que olhar para cima – Estátua da Liberdade (93 metros), arvore Sequoia (100 metros), Torre Eiffel (320 metros) – e para os lados – Titanic (270 metros), Pirâmide de Gizé (150 metros).
Na escala do quilômetro (10³), entram o Central Park (4 km) e o Grande Colisor de Hádrons (8,6 km). A Hidra, uma das luas de Plutão, tem 100 km, um pouco menor que Brunei, que tem 120, e é um país do sudeste asiático.
central
A região do megametro – ou 10^6 – compreende a Califórnia (1.200 km) e a Itália (1.100 km). Mais para frente, temos Plutão (2.300 km). Em seguida, aparecem os planetas maiores. A Terra possui 12.700 km – pequena perto de Netuno (49.000 km), por sua vez pequeno diante de Saturno (120.000 km), que é minúsculo ao lado do sol (1.400.000 km).
Perto da escala do petametro (10^15), encontramos a Nebulosa Stingray, ou Nebulosa da Raia, uma nebulosa planetária de 800.000.000.000 km (8x 10^14).
É muito interessante a maneira como as escalas se misturam – é curioso ver o tamanho de satélites, como as luas dos planetas, perto do tamanho de países ou continentes.
luas
Você ainda pode conferir o tamanho e a distância de diversas galáxias, as distâncias da Terra à lua, ao sol, a distância de Voyager 1 da Terra (sonda que voou mais longe do planeta até agora), bem como comparar a Via Láctea (120.000 anos-luz de distância, 1,2 x 10^21 metros) às suas vizinhas, como as galáxias Andrômeda e Cata-vento.
terra
Ainda mais encantador é o fato de que a escala está disponível em várias línguas (algumas traduções não estão completas, mas a versão em português é boa), e que, clicando nos objetos, você pode aprender mais sobre eles, além do seu tamanho no mundo. Tão bom quanto uma aula de ciência!
Clique aqui para conferir a Escala do Universo. Escolha português (ou outra língua, se preferir) e clique em “Começar”. Dá para tirar o som, se quiser – é só clicar no ícone com a cifra musical. Bom divertimento!

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.