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sexta-feira, 1 de março de 2013

Esperando o outono.

head> Esperando o outono

 Fico feliz quando chega março. Significa que o verão está com os dias contados, e o outono se aproxima.

Quando criança, adorava o verão, que significava férias, natal, presentes, praia, piscina. Agora só me resta um tremendo desconforto.

No outono e no inverno viro gente de novo. No verão, apenas sobrevivo de um banho a outro, até finalmente cair na cama com um split ligado a 17º.



                       

Calçados egípcios de 2000 anos


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Quando os humanos começaram a se vestir?
Arqueólogos descobriram sete sapatos que parecem ser feitos de couro bovino, dentro de um frasco (foto acima) em um templo egípcio.
Mais de 2.000 anos atrás, numa época em que o Egito era governado por uma dinastia de reis de ascendência grega, alguém, talvez um grupo de pessoas, escondeu alguns dos bens mais valiosos que tinha: seus sapatos. Eles foram depositados em um frasco em um templo egípcio em Luxor – três pares e um sapato isolado.
Dois pares foram originalmente usados por crianças e tinham apenas cerca de 18 centímetros de comprimento. Usando corda de fibra de palmeira, os sapatos infantis foram amarrados dentro de um sapato adulto isolado e colocados no pote (foto abaixo).
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Outro par de sapatos, com mais de 24 centímetros de comprimento, que havia sido usado por um adulto que mancava, também foi inserido na jarra.
Em 2004, uma expedição arqueológica liderada pelo italiano Angelo Sesana descobriu os artefatos. “O frasco de sapatos, junto com outros dois frascos, tinha sido deliberadamente colocado em um pequeno espaço entre duas paredes de tijolos”, disse o arqueólogo.
“O achado é extraordinário. Os sapatos estavam em bom estado e ainda flexíveis após a descoberta”, comentou André Veldmeijer, especialista em vestuário egípcio. “Infelizmente, depois de terem sido descobertos, os itens tornaram-se extremamente frágeis”, acrescentou.

Sapato e saúde

Os sapatos forneceram uma visão sobre a saúde das pessoas que os usaram. No caso do sapato isolado, Veldmeijer encontrou uma “área semicircular saliente”, que poderia ser um sinal de uma condição chamada de hálux valgo, mais popularmente conhecida como joanete.
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“Nesta condição, o dedão do pé começa a desviar na direção dos outros dedos”, explica Veldmeijer. “Embora hereditária, também pode desenvolver-se como resultado de usar sapatos apertados, embora estudiosos contestem esta ideia”.
Outra descoberta curiosa veio de um par de sapatos adultos. Veldmeijer notou que o sapato esquerdo tinha mais evidências de reparo e uso que o sapato direito. “O par de sapatos foi exposto à pressão desigual”, disse, “o que mostra que a pessoa que o usou mancava, caso contrário, o desgaste teria sido muito mais igual”.
Apesar de seus problemas médicos, as pessoas que usavam os sapatos tiveram o cuidado de mantê-los e repará-los, ao invés de simplesmente jogá-los fora como tendemos a fazer hoje com tênis velhos. “Estes sapatos foram altamente valorizados”, conclui Veldmeijer.
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Qualidade x status

A análise de Veldmeijer sugere que os sapatos podem ter tido fabricação estrangeira e sido “relativamente caros”.
Sandálias eram o calçado mais comum no Egito, e o estilo e a qualidade destes sete sapatos é tal que “todo mundo devia olhar” para eles, dando um bom status aos seus donos.
Veldmeijer afirma que as pessoas que usavam os sete sapatos os amarravam usando tiras de couro na parte superior do calçado, que formavam nós e eram passadas através das aberturas para fechar os sapatos. Depois que eram fechados, uma longa tira de couro pendia, decorativa, em ambos os lados.
Concepção artística de como os sapatos teriam parecido na época
Concepção artística de como os sapatos teriam parecido na época
O mais surpreendente foi que o sapato adulto isolado tinha um dispositivo que até agora os pesquisadores pensavam que tinha sido usado pela primeira vez na Europa medieval: uma tira de couro dobrada que ia da sola do sapato até sua parte superior, reforçando a costura, já que a parte superior era muito propensa a rasgar.
O dispositivo é útil em clima úmido e terreno enlameado, já que torna a costura muito mais resistente à água. No clima seco e geralmente não barrento do antigo Egito, é uma inovação inesperada e parece indicar que os sapatos foram feitos em algum lugar no exterior.
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Mistérios

A data dos calçados foi baseada no frasco onde foram encontrados e nos outros dois frascos próximos, assim como na estratigrafia, ou formação de camadas de sedimentos, da área na qual foram descobertos. Pode ser possível, no futuro, datação de carbono para confirmar sua idade.
Por que eles foram deixados no templo ainda é um mistério. “Não há nenhuma razão para armazená-los sem ter a intenção de pegá-los de volta em algum ponto”, opina Veldmeijer, sugerindo que algum problema ou confusão obrigou os proprietários a abandonar os sapatos e fugir apressadamente.
O próprio templo no qual foram achados antecede os sapatos por mais de 1.000 anos, e foi construído originalmente para o faraó Amenhotep II (1424 – 1398 aC).[LiveScience 1 e2]
Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Aroeiras queimam.





Volto os olhos. Velha infância de pecados. Não me converti em estatua de sal. Nem fui amaldiçoada. Ninguém me apedrejou. Caminho por Porto Alegre. Sim, foi preciso tirar as roupas, rir em voz alta, choramingar pelas praças… Gritar. Escabelar-me. Voltar a Rua Vitor Hugo, ao Petrópolis Tênis Clube, as calçada da Fernandes Vieira, tomar o bonde João Aboutt, voltar ao cinema Ritz, assistir a missa na Igreja São Sebastião. Entrar no Colégio Santa Inês, dividir a merenda com a Maria do Carmo. Chegar à Escola Estadual Rio Branco, rever as professoras. Espiar pelos muros do Colégio Israelita. Voltar pra casa caminhando pela Avenida Protásio Alves. Depois comprar balas no bar Tupi antes de ficar sentada sob os jacarandás. Ver as bonecas na vitrine… Sentir o inverno, também o verão assim desnuda… O sol queimando a pele! Preciso deste palco, desta retomada penosa para voltar a ser quem deixei pra trás… Preciso rever. Olhar a menina que brinca no pátio da casa de Ipanema. Aquela que pula no sofá contigo. A mesma que entra nos caixotes pra poder cantar, falar… Choro com espanto. Nada escorreu como deveria ter escorrido. As sutilezas da proibição são urtigas. Estou me repetindo, já disse isto antes. São aroeiras que me queimam! E pensei em jasmins…


www.amorasazuis.com

sereias




As sereias, porém, possuem uma arma ainda mais terrível do que seu canto: seu silêncio.
[Franz Kafka]


arte de Victor Nizovtsev - Russia-USA

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Escolha o seu gato...

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Adoro gatos. São bonitos, macios, quentinhos... e são muito carinhosos e fiéis. Nada como dormir com um gato no inverno, esquenta mais que bolsa de água quente. Tenho aqui em casa 7 gatos, todos adotados: em ordem decrescente de idade: Gisele, Antoinette, Chloe, Noel, Suri, Antônio e Bernardo -estes ainda filhotes (sempre damos nome de gente).

 Nenhum tem uma raça definida, embora sejam até parecidos com os bichanos abaixo. Por exemplo, o Noel lembra o York Chocolate. Dizem que gatos SRD são mais resistentes a doenças, ao contrário dos gatos de raça, que, por serem criados de maneira a ressaltar determinadas peculiaridades, podem apresentar diversos problemas de saúde. Mas o que importa mesmo é que gato é tudo de bom!




> Escolha seu gato Abissínios

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Fotos do Azul russo

Azul russo
Fotos do Ceilão

Gato Ceilão

Fotos do York Chocolate

York Chocolate

Javanês

Javanês

Scottish Fold

Scottish Fold

Munchkin

Munchkin

Fotos do Somali

Somali

Fotos do Selkirk Rex

Selkirk Rex
Fotos do Siberiano

Siberiano

Sagrado da Birmânia

Sagrado da Birmânia





segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

As mais bem vestidas do Oscar 2013

head> As mais bem vestidas do Oscar 2013

 Top 10: as mais bem vestidas do Oscar 2013

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Jason Merritt/Getty Images

Veja quais foram as famosas que fizeram bonito no tapete vermelho


A maior festa do cinema do ano também é a nossa maior alegria. Muito glamour, brilho, sorrisos e vestidos!!! E nesse domingo, 24, as estrelas capricharam no visual. Os tons claros nos vestidos, com beges e pastéis, deram o tom da noite. Os metálicos – bordados ou com aplicações – também marcaram presença. As principais indicadas da noite não decepcionaram, estavam lindas e garantiram seu lugar entre as escolhidas para o nosso top 10 das mais bem vestidas. Quer saber quem mais entrou na lista? É só conferir!

Jason Merritt/Getty Images

Amy Adams – Oscar de La Renta
Ela não levou o Oscar para casa, mas ganhou lugar no topo da nosso lista! A produção toda foi um sucesso. Tudo em harmonia: cabelo perfeito, jóias na medida certa e um vestido de sonhos de Oscar de La Renta. Perfeita!

Jason Merritt/Getty Images

Jennifer Lawrence – Dior Haute Couture
Uma das premiadas da noite, Jennifer Lawrence arrasou com o vestido Dior Haute Couture. O modelo clássico do vestido tomara-que-caia rosa bem clarinho, tinha toda a pompa e circunstância que a ocasião pedia. Valeu a pena Jennifer, com tombo e tudo!

Jason Merritt/Getty Images

Anne Hathaway – Prada
Pegando algumas páginas emprestadas do livro de Audrey Hepburn, Anne Hathaway personificou o glamour. Cabelo curtinho, colar Tiffany’s e vestido Prada, tudo colaborou para o look ficar incrível e digno de uma ganhadora do Oscar.


Jason Merritt/Getty Images

Jessica Chastain – Giorgio Armani
Ela estava linda com o vestido tomara-que-caia todo todo bordado de Giorgio Armani. O que mais chamou a atenção foi como a cor do vestido combinou perfeitamente com o cabelo e a pele da atriz.

Jason Merritt/Getty Images

Charlize Theron – Dior
Charlize Theron não precisa de muito, né gente? Essa mulher brilha! Usando um modelo branco de corpete com peplum e saia longa Dior, ela estava uma coisa de tão de bonita. Os cabelos curtos realçaram ainda mais seu porte de deusa.

Jason Merritt/Getty Images

Naomi Watts – Giorgio Armani
Ela foi uma das poucas que escolheram usar um look um pouco menos tradicional, escolhendo o vestido prateado com decote assimétrico, de Giorgio Armani. Mas o risco valeu à pena. Com a silhueta perfeita, o modelo realçou a figura da atriz conferindo ainda mais elegância para ela.

Jason Merritt/Getty Images

Halle Berry – Versace
Halle Berry estava deslumbrante no vestido Versace feito sob medida para ela. Todo trabalhado em bordados com desenhos estrategicamente pensados para realçar e alongar as formas, o vestido foi uma escolha de sucesso.

Jason Merritt/Getty Images

Giuliana Rancic – Rafael Cennamo
Nossa Giulliana estava linda no modelo de Rafael Cennamo! O vestido preto tomara-que-caia, falsamente discreto, tinha detalhes dobrados e pregueados que deixaram o vestido muito interessante, sem comprometer a silhueta miúda da apresentadora.

Jason Merritt/Getty Images

Stacey Kiebler – Naeen Khan
Quem acompanhou a cobertura do tapete vermelho pela E! Pode ver de perto os detalhes desse vestido, de Neen Khan. As aplicações prateadas foram milimétricamente colocadas, dando uma amostra do trabalho que um vestido como esse envolve. Mas o trabalho valeu a pena, já que colocou Stacey Kiebler aqui, na nossa lista das mais bem vestidas da noite.

FREDERIC J. BROWN/AFP/Getty Images

Amanda Seyfried – Alexander McQueen
Dona de uma elegância discreta, Amanda Seyfried escolheu o modelo bordado de Alexander McQueen. O tom off-white com bordados dourados do vestido, seguiram a tendência da noite deixando o look suave e ideal para a noite de gala.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Aceitação e entrega

head> Aceitação e entrega
Essa semana me contaram um caso de uma mulher que, ao visitar a amiga, as plantas ao redor dela murchavam ou morriam. Acho que todo mundo conhece algum caso de "olho de seca pimenteira", o tipo de pessoa que basta gostar ou elogiar alguma coisa viva de pequeno porte (planta, crianças, animal), que a "vítima" adoece ou fica fraca. É o caso onde a pessoa consciente ou inconscientemente rouba energia vital através do olhar. Daí que dizem pra vítima em potencial usar alguma peça de roupa ou detalhe vermelho-vivo, porque a atenção do "vampiro" (como qualquer outra pessoa) vai ser sempre atraída (ou perturbada) pela cor vermelha.
Esse negócio de planta é muito interessante!! É uma coisa que devia ser estudada pela ciência, pois ocorre NA SUA FRENTE, em pouco tempo. Não sei como funciona, mas deve ser o mesmo princípio pelo qual as plantas "sentem" o ambiente ao seu redor. Uma das plantas mais sensíveis é o manjericão, que, pelo menos na crença popular, atrai a energia ruim pra ela (evitando que vá pra alguma pessoa ou animal). Minha mãe de vez em quando usa na cozinha, onde todo mundo sempre fica tomando café e conversando, e a vida média dela num jarro com água é de alguns poucos dias, mas basta uma pessoa mais "carregada" chegar pra ela murchar COMPLETAMENTE em 1 hora apenas, não importando se ela estava verdinha e saudável 1 hora antes. Até mesmo os evangélicos estão usando essa sabedoria, quando distribuem aos seus fiéis a "rosa ungida" ou alguma coisa assim, pra levar pra casa e deixar num jarro. Eles dizem que deve-se trocar a rosa por uma nova toda vez que ela murchar, pois ela vai "limpando" a casa. É o mesmo princípio: se um parente (ou a própria pessoa) está perturbado (e comumente quem vai a centros religiosos vai em busca de paz na família e na própria vida) a rosa, tadinha, absorve aquilo e morre prematuramente. A pessoa vai continuar com seus problemas, mas pelo menos o ambiente da casa não vai ficando impregnado de fluidos mentais deletérios.
Mas, voltando ao assunto, imaginei que, se aquela mulher - sem sequer prestar atenção ao seu redor - consegue matar várias plantas, ela deve estar totalmente descompensada emocionalmente. O que se revelou uma verdade, já que ela perdeu o filho por suicídio. A dor de perder um filho deve ser a maior de todas, especialmente sendo mãe. A mulher então perdeu sua capacidade de ser auto-suficiente energeticamente e passou a ser um buraco-negro, pois aposto que tudo o que ela absorve se perde em elucubrações mentais e pensamentos que a exaurem. Recomendei então que ela fizesse trilhas, trekking, e tomasse banhos de cachoeira, para que entrasse em contato intensivo com a natureza a fim de poder pegar ao máximo energia (a floresta é GIGANTESCA fonte de energia) e, uma vez repleta (no curto espaço de tempo em que ela estivesse lá estaria "sadia") o organismo espiritual pudesse se reequilibrar. Mas me disseram que ela detesta o contato com a natureza. Normal. Quem está deprimido só pensa em ficar trancado em casa, longe do sol. É uma forma de auto-sabotagem do ego, que simplesmente adora remoer pensamentos tristes. Por mais que a pessoa queira em sã consciência sair daquela situação, buscar uma luz, uma felicidade, a própria mente (identificada com o ego) vai trazer de volta aqueles pensamentos que você queria esquecer. Por que? Porque aquilo lhe define melhor do que qualquer coisa. A tristeza lhe traz um centramento, um recolhimento, que é o oposto da felicidade. Então, o que acontece aqui? Há um estado de negação, onde a pessoa se recusa a "largar o osso" (no caso, aceitar que deixou de ser a mãe daquele filho aqui na Terra, e tal). A solução é a entrega, a aceitação das coisas como elas são (e pra isso muitas pessoas gastam anos em terapias).
Novamente recorro ao livro de Eckhart Tolle "O poder do Agora" (eu já merecia uns mil reais pelas propagandas constantes) para ilustrar a idéia de entrega:
Para muitas pessoas, a entrega talvez tenha conotações negativas, como uma desistência, certa letargia, etc. A verdadeira entrega, entretanto, é algo completamente diferente. Não significa suportar passivamente uma situação qualquer que nos aconteça e não fazer nada a respeito, nem deixar de fazer planos ou de ter confiança para começar algo novo. A entrega é a sabedoria simples mas profunda de nos submetermos e não de nos opormos ao fluxo da vida. O único lugar em que podemos sentir o fluxo da vida é no Agora. Isso significa que se entregar é aceitar o momento presente sem restrições e sem nenhuma reserva. É abandonar a resistência interior àquilo que é. A resistência interior acontece quando dizemos "não" para aquilo que é, através do nosso julgamento mental e de uma negatividade emocional. Isso se agrava especialmente quando as coisas "vão mal", o que significa que há um espaço entre as exigências ou expectativas rígidas da nossa mente a aquilo que é. Isso não quer dizer que não possamos fazer alguma coisa no campo exterior para mudar a situação. Na verdade, não é a situação completa que temos de aceitar quando falo de entrega, mas apenas o segmento minúsculo chamado o Agora.
Por exemplo: Você está andando por uma estrada à noite, com uma neblina cerrada, mas possui uma lanterna potente que corta a neblina e cria um espaço estreito e nítido na sua frente. A neblina é a sua situação de vida, que inclui o passado e o futuro. A lanterna é a sua presença consciente, e o espaço nítido é o Agora.
No estado de entrega, você vê claramente o que precisa ser feito e parte para a ação, fazendo uma coisa de cada vez e se concentrando em uma coisa de cada vez. Aprenda com a natureza. Veja como todas as coisas se realizam e como o milagre da vida se desenrola sem insatisfação ou infelicidade. É por isso que Jesus disse: "Olhai os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam".
Se a sua situação geral é insatisfatória ou desagradável, separe esse instante e entregue-se ao que é. Eis aqui a lanterna cortando através da neblina. O seu estado de consciência deixa então de ser controlado pelas condições externas. Você não age mais a partir de uma resistência ou de uma reação.
Olhe para uma situação específica e pergunte-se: "Existe alguma coisa que eu possa fazer para mudar essa situação, melhorá-la ou me retirar dela?" Se houver, você toma a atitude adequada. Não se prenda às mil coisas que você vai ter que fazer em algum tempo futuro, mas na única coisa que você pode fazer agora. Isso não significa que você não deva traçar um plano. Planejar talvez seja a única coisa que você possa fazer agora. Mas certifique-se de que você não vai começar a rodar "filmes mentais", se projetar no futuro e, assim, perder o Agora. Talvez a atitude que você tomar não dê frutos imediatamente. Até que ela dê, não resista ao que é.
Não se entregar endurece a casca do ego, e assim cria uma forte sensação de separação. O mundo e as pessoas à sua volta passam a ser vistos como ameaças. Surge uma compulsão inconsciente para destruir os outros através do julgamento e uma necessidade de competir e dominar. Até mesmo a natureza vira sua inimiga e o medo passa a governar a sua percepção e a interpretação das coisas. A doença mental conhecida como paranóia é apenas uma forma ligeiramente mais aguda desse estado normal, embora disfuncional, da consciência.
A resistência faz com que tanto a sua mente quanto o seu corpo fiquem mais "pesados". A tensão se manifesta em diferentes partes do corpo, que se contrai para se defender. O fluxo de energia vital, essencial para o funcionamento saudável do corpo, fica prejudicado.
A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana. Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de auto-estima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.
Vivi com alguns mestres zen - todos eles gatos. Até mesmo os patos me ensinaram importantes lições espirituais. Observá-los é uma meditação. Como eles flutuam em paz, de bem com eles mesmos, totalmente presentes no Agora, dignos e perfeitos, tanto quanto uma criatura sem mente pode ser. Eventualmente, no entanto, dois patos vão se envolver em uma briga, algumas vezes sem nenhuma razão aparente ou porque um pato penetrou no espaço particular do outro. A briga geralmente dura só alguns segundos e então os patos se separam, nadam em direções opostas e batem suas asas com força, por algumas vezes. Então continuam a nadar em paz, como se a briga nunca tivesse acontecido. Quando observei isso pela primeira vez, percebi, num relance, que ao bater as asas eles estavam soltando a energia acumulada, evitando assim que ela ficasse aprisionada no corpo e se transformado em negatividade. Isso é sabedoria natural. É fácil para eles porque não têm uma mente para manter vivo o passado, sem necessidade, e então construir uma identidade em volta dele.